segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Déficit em produtos químicos deverá bater recorde com US$ 32,1 bilhões em 2019

Setor químico, um dos mais abertos da economia brasileira, defende inserção internacional via acordos comerciais com parceiros estratégicos

No acumulado do ano, até outubro, as importações de produtos químicos somaram US$ 37,6 bilhões e as exportações chegaram a US$ 10,5 bilhões, respectivamente aumento de 4,9% e retração de 6,9% na comparação com igual período de 2018. Como resultado, o déficit na balança comercial de produtos químicos, entre janeiro e outubro, somou US$ 27,1 bilhões, o que representa um crescimento de 10,4% em relação ao mesmo período do ano.

Os fertilizantes e seus intermediários permaneceram, entre janeiro e outubro, como o principal item da pauta de importações químicas, respondendo por 20,9% do total das importações em valor (US$ 7,8 bilhões) e por 66,6% das quantidades importadas (26,4 milhões de toneladas). As resinas termoplásticas, por sua vez, foram os principais produtos químicos exportados pelo País, com vendas ao exterior de US$ 1,5 bilhão, em uma forte redução de 11,6%, no contexto do ritmo lento do comércio internacional marcado pelo agravamento das tensões comerciais entre EUA e China e do instável momento econômico vivido pela Argentina, principal parceiro comercial em produtos químicos.

Em outubro, especificamente, o Brasil importou US$ 4,3 bilhões em produtos químicos, valor que representa aumento de 1,4% na comparação a igual mês do ano anterior, ao passo que o valor exportado, de US$ 1 bilhão, significou uma redução de 21,8% na mesma comparação.

De acordo com projeções da Associação Brasileira da Indústria Química – Abiquim, até o final do ano deverá ser registrado um déficit superior a US$ 32,1 bilhões, maior registro histórico setorial desde o início do acompanhamento da balança comercial em produtos químicos, que remonta a 1991, fato que corrobora a centralidade da preocupação da Abiquim quanto ao processo de inserção comercial internacional da economia brasileira.

Até dezembro, as importações deverão totalizar US$ 45,2 bilhões, ao passo que as vendas externas US$ 13,1 bilhões, respectivamente aumento de 4,3% e redução de 4,2% em relação ao ano de 2018. Em termos de volumes, por sua vez, deverão ser registradas movimentações de 48,6 milhões de toneladas importadas e de 13,6 milhões de toneladas exportadas, respectivamente aumentos de 7,6% e de 1,1%, na mesma comparação.

Para a diretora de assuntos de comércio exterior da Abiquim, Denise Naranjo, os resultados recordes da balança comercial no ano reiteram que o setor químico já é um dos mais abertos da economia brasileira e acentuam ser fundamental o correto dimensionamento do tempo e do gradualismo na inserção internacional, por meio de um processo dialogado e transparente, condicionado ao incremento da competitividade com as reformas estruturais da economia brasileira, garantindo um ambiente de negócios seguro e previsível. “Tanto o presente quanto o futuro de toda a indústria brasileira, especialmente a química, estão em pauta e é exatamente por isso que o setor químico defende um processo de inserção internacional amparado em avaliação de impacto econômico e regulatório, dialogado, transparente e condicionado à redução progressiva do “Custo Brasil”, e que compreenda a agenda de ampliação da rede de acordos internacionais de comércio com parceiros estratégicos, de implementação de ferramentas de gestão que promovam a modernização dos procedimentos aduaneiros e de eliminação de barreiras técnicas aos produtos brasileiros no mercado internacional”, destaca Denise.

Abiquim – Associação Brasileira da Indústria Química (www.abiquim.org.bré uma entidade sem fins lucrativos fundada em 16 de junho de 1964, que congrega indústrias químicas de grande, médio e pequeno portes, bem como prestadores de serviços ao setor químico nas áreas de logística, transporte, gerenciamento de resíduos e atendimento a emergências. A associação realiza o acompanhamento estatístico do setor, promove estudos específicos sobre as atividades e produtos da indústria química, acompanha as mudanças na legislação e assessora as empresas associadas em assuntos econômicos, técnicos e de comércio exterior. A entidade ainda representa o setor nas negociações de acordos internacionais relacionados a produtos químicos.


(JP)

Tetra Pak é pioneira no setor de alimentos e bebidas a oferecer embalagens à base de plantas

A Tetra Pak, em parceria com a empresa Braskem, tornou-se a primeira do setor de alimentos e bebidas a fornecer polímeros à base de plantas, utilizando os padrões Bonsucro para cana-de-açúcar sustentável. A certificação mostra o compromisso da empresa em promover melhorias nas práticas comerciais éticas e responsáveis em toda a cadeia de suprimento global, ao mesmo tempo em que reduz a pegada de carbono de suas embalagens.

No Brasil, a Tetra Pak foi pioneira na utilização do polietileno de alta densidade (HDPE), feito a partir de cana-de-açúcar, com o lançamento das primeiras tampas StreamCap™ produzidas com matéria-prima de fonte renovável em 2011. Já em 2014, a empresa iniciou a utilização do polietileno de baixa densidade (LDPE), também produzido a partir de cana-de-açúcar, em algumas camadas da embalagem.

"Temos visto uma tendência crescente de consumidores querendo fazer mais pelo planeta, e eles esperam ajuda das marcas para isso. Hoje, 91% dos consumidores procuram por certificados ambientais quando fazem compras, e a Certificação Bonsucro pode ser utilizada para dar informações confiáveis aos consumidores, ajudando nossos clientes da indústria de alimentos e bebidas na diferenciação de seus produtos", aponta Mario Abreu, vice-presidente de Sustentabilidade da Tetra Pak. Segundo ele, os polímeros à base de plantas são totalmente rastreáveis até sua origem na cana-de-açúcar, e esse tipo de material tem um papel fundamental na obtenção de uma economia circular de baixo carbono. "No futuro, todos os polímeros que usamos serão feitos de materiais à base de plantas ou de produtos reciclados pós-consumo", completa.

A utilização de materiais à base de plantas reduz significativamente as emissões de gases que geram efeito estufa e contribui para o crescimento econômico, dissociado de fontes fósseis e finitas. Fornecido pela Braskem, esse polietileno já alcançou volumes 100% certificados pela Bonsucro de bioetanol derivado da cana-de-açúcar para as soluções baseadas em planta da Tetra Pak, demonstrando total transparência na cadeia de suprimentos.

"Trabalhamos com a Tetra Pak há mais de 10 anos, e a Cadeia Bonsucro reforça o Programa de Fornecimento Responsável de Etanol da Braskem com a garantia e rastreabilidade de toda a cadeia de valor da cana-de-açúcar, até os produtores e usinas", comenta Gustavo Sergi, Líder da Unidade de Negócios Renováveis da Braskem.

Danielle Morley, CEO da Bonsucro, explica que a empresa fornece uma plataforma global de ação coletiva para acelerar a sustentabilidade na produção e processamento da cana-de-açúcar. "Para nós, é um marco trabalhar com a Tetra Pak para obter certificação de terceiros e rotulagem de produtos de suas embalagens derivadas da cana-de-açúcar. Os clientes podem ter certeza de que nosso rigoroso padrão de sustentabilidade foi cumprido. Estamos muito animados em continuar a apoiar o fornecimento responsável na Tetra Pak e pela contribuição que a cana-de-açúcar sustentável certificada pode dar às embalagens feitas com material vegetal", afirma.

A Tetra Pak está comprometida com o fornecimento sustentável e com as organizações que impulsionam este tipo de mudança positiva, como a The Forest Stewardship Council™ (FSC™). Desde 2007, a Tetra Pak já entregou mais de 500 bilhões de embalagens com o selo FSC, prova do compromisso contínuo e de longo prazo da companhia com o fornecimento responsável.

Conduzir a excelência ambiental é uma das prioridades estratégicas da Tetra Pak, não apenas nas suas próprias operações, mas em toda a cadeia de valor. A empresa está empenhada em desenvolver uma embalagem que contribua para uma economia circular de baixo carbono - ou seja, uma embalagem feita inteiramente de materiais vegetais ou reciclados, sem nunca comprometer a segurança alimentar. Os rótulos certificados Bonsucro estarão disponíveis para colocação em embalagens a partir do primeiro trimestre de 2020.

Sobre a Tetra Pak
A Tetra Pak é líder mundial em soluções para processamento e envase de alimentos. Atuando próximo aos clientes e fornecedores, oferece produtos seguros, inovadores e ambientalmente corretos, que a cada dia satisfazem as necessidades de centenas de milhões de pessoas em mais de 160 países ao redor do mundo. Com mais de 24.000 funcionários, a Tetra Pak acredita na liderança da indústria responsável e em uma abordagem sustentável dos negócios. O slogan "PROTEGE O QUE É BOM™" reflete a visão de disponibilizar alimentos de forma segura onde quer que seja.

(JP)

BASF lança surfactante de silicone com desempenho antiespumante para formulações base água

Um novo surfactante de silicone, o Hydropalat® WE 3225, que combina excelente umidificação de substrato com elevado desempenho antiespumante, está sendo lançado pela BASF. O produto foi criado para atender à demanda do mercado por um surfactante que eliminasse a necessidade de um antiespumante adicional na formulação. Agora os fabricantes têm a liberdade de adicionar o Hydropalat® WE 3225 sem precisarem se preocupar com os efeitos nocivos da formação de espuma, como bolhas de ar e pequenos furos. Além disso, a solução também oferece os benefícios de baixo VOC e menor emissão de odores.

O Hydropalat® WE 3225 foi projetado para uso em revestimentos industriais e automotivos de alta qualidade à base de água e, principalmente, revestimentos de madeira que demandam excelente destaque da granulação da madeira. Sua aplicação também pode ser estendida a aplicações de tinta de impressão.

Para mais informações, acesse: www.basf.com/additives

Divisão de Dispersões e Pigmentos da BASF
A divisão de Dispersões e Pigmentos da BASF desenvolve, produz e comercializa uma gama de pigmentos de alta qualidade, resinas, aditivos e dispersões de polímeros em todo o mundo. Essas matérias-primas são usadas em formulações para diversas indústrias, inclusive revestimentos, construção, adesivos, impressão e embalagem, eletrônicos e papel. Com seu portfólio de produtos abrangente e vasto conhecimento da indústria, a divisão de Dispersões e Pigmentos oferece aos seus clientes soluções inovadoras e sustentáveis e os ajuda a avançar em suas formulações Para maiores informações sobre a divisão de Dispersões e Pigmentos, visite www.dispersions-pigments.basf.com.

Sobre a BASF
"Na BASF, nós transformamos a química para um futuro sustentável. Nós combinamos o sucesso econômico, proteção ambiental e responsabilidade social. O Grupo BASF conta com aproximadamente 122.000 colaboradores que trabalham para contribuir com o sucesso de nossos clientes em quase todos os setores e países do mundo. Nosso portfólio é organizado em seis segmentos: Químicos, Materiais, Soluções Industriais, Tecnologias de Superfície, Nutrição e Cuidados e Soluções para Agricultura. A BASF gerou vendas de cerca de € 63 bilhões em 2018. As ações da BASF são comercializadas no mercado de ações de Frankfurt (BAS) e como American Depositary Receipts (BASFY) nos EUA". Para mais informações, acesse: www.basf.com.br

(JP)

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Embalatec inaugura nova sede com dobro da capacidade produtiva

Empresa blumenauense especializada na produção de soluções plásticas para a indústria cresceu mais de 700% nos últimos oito anos. Expectativa da marca é fortalecer a atuação nas regiões Sul e Sudeste do país, com desenvolvimento sustentável do negócio

Eloy Queija - diretor da Embalatec (Foto: Alessandro Mafra)

Fundada em 1992, a Embalatec é uma marca 100% brasileira, atualmente especializada em soluções plásticas para a indústria. Nos últimos oito anos, a empresa segue um crescimento robusto que resultou em um aumento de 700% no faturamento no período. E para suportar o desenvolvimento do negócio, a marca acaba de inaugurar sua nova sede, localizada na Rua Edmundo Ewald, no bairro Salto do Norte, em Blumenau (SC).
O espaço permite que a capacidade produtiva atual dobre de tamanho e facilita a atuação dos 22 profissionais que integram o time da Embalatec. Eloy Queija, diretor da companhia, explica que o bom momento da empresa vem se desenhando após uma mudança estratégica do negócio. "A Embalatec surgiu como uma revenda de materiais para fechamento de embalagens, como fitas e máquinas para arqueação de volumes. Mas a partir de 2010 apostamos em uma estrutura de industrialização, passando a produzir diversos novos itens. Assumimos nossa vocação industrial e hoje desenvolvemos soluções plásticas para diversos negócios, tendo a indústria têxtil como um dos principais segmentos de atuação. Em nosso portfólio estão itens como bobinas para mesa de corte e termoencolhível. Essa mudança estratégica nos proporcionou um grande crescimento e mais sustentabilidade ao negócio, que seguiu se fortalecendo mesmo com a situação atual da economia brasileira", diz. Só em 2019 a companhia deve crescer 30% em comparação ao ano anterior.
No portfólio da Embalatec estão itens plásticos fabricados tanto a partir de matéria-prima virgem quanto reciclada. "Quando utilizado e descartado corretamente, o plástico é um item de total importância para a economia. No caso do material reciclado, ele traz as mesmas funcionalidades do material virgem, com melhor custo-benefício. Além disso, a reciclagem movimenta uma economia paralela no Brasil, gerando uma série de empregos. Por isso estamos sempre incentivando o consumo consciente e a opção reciclada", destaca o diretor.

Expectativa para o futuro
Em 2020 a Embalatec deve aumentar seu faturamento em 10%, índice projetado para que a marca garanta a consolidação do negócio. "Atingimos um patamar muito interessante nos últimos anos, com aumento expressivo, mudanças de portfólio e de gestão. Agora o objetivo é consolidar este patamar, para ao longo dos próximos anos, projetar novos índices de crescimento, ajustar ações e manter um equilíbrio importante entre contratações, novos negócios e manutenção da estrutura" finaliza Eloy.

(JP)

A Termotécnica é novamente uma das empresas mais sustentáveis do Brasil

Companhia está no ranking do Guia Exame de Sustentabilidade 2019


Pelo quarto ano - e segunda edição consecutiva -, a Termotécnica está no ranking das empresas mais sustentáveis do país. Com o título “ADEUS AOS COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS NAS FÁBRICAS” o Guia Exame de Sustentabilidade 2019 evidenciou a substituição da matriz energética da Termotécnica, de combustível derivado de petróleo por biomassa. Agora 100% de sua fonte energética nas cinco unidades de produção no país é renovável.

A Termotécnica obteve nota acima da média e os maiores índices de avaliação foram registrados nos indicadores-chave “Governança da Sustentabilidade” e “Relação com Clientes”. “É um orgulho e também uma responsabilidade muito grande estar neste seleto grupo de empresas que, como a Termotécnica, trazem a sustentabilidade como bandeira”, afirma o presidente da Termotécnica, Albano Schmidt.

A companhia figura no Guia Exame de Sustentabilidade nas edições 2015 e 2016 e, em 2018, foi destaque como a PME mais sustentável do Brasil e a empresa mais sustentável do setor Químico. A empresa está comemorando duplamente, pois acaba de receber também o resultado do Prêmio Fritz Müller 2019 concedido pelo IMA (Instituto de Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina). A companhia é vencedora na categoria Controle da Poluição Atmosférica, com o case “Energia Renovável expandindo a sustentabilidade”, pela substituição da matriz energética na caldeira de Joinville.

Como uma das maiores indústrias transformadoras de Poliestireno Expandido (EPS) da América Latina e líder no mercado brasileiro deste segmento -, tem sua trajetória de 58 anos marcada pelo empreendedorismo, desenvolvimento tecnológico e respeito ao meio ambiente. Com ações alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) e signatária do Movimento ODS no Brasil, a Termotécnica caminha para uma direção mais sustentável em todos os pilares.

Produz soluções de embalagens e componentes de conservação em EPS, mais conhecido como isopor, para diversos segmentos da indústria, cadeia do frio e agronegócio na matriz em Joinville (SC), e nas unidades produtivas e de reciclagem em Manaus (AM), Petrolina (PE), Rio Claro (SP) e São José dos Pinhais (PR).

Para a transformação do EPS que é composto por 98% de ar, a utilização de energia térmica na forma de vapor de água é essencial para que o processo produtivo ocorra. Com o objetivo de ter uma tecnologia atualizada, competitiva e ecoeficiente, a Termotécnica mudou a matriz energética em 100% de suas operações industriais.

Dessa forma, substituiu o combustível de origem fóssil por uma fonte renovável característica e abundante em cada região: cavaco de reflorestamento (pinus ou eucalipto), pallets de pós-uso e fibra de coco. No lugar de serem dispostas em aterro industrial, as cinzas resultantes da queima na caldeira agora são reaproveitadas por uma ceramista na fabricação de tijolos ou por produtores rurais como composto de adubo e correção de solo, ampliando para outras indústrias e setores a pegada sustentável.

O projeto de substituição da matriz energética por uma opção mais sustentável considerou toda a cadeia envolvida: origem da matéria-prima, transporte, armazenamento, emissões, custos, geração de resíduos e reutilização dos resíduos resultantes do processo de queima. Como resultado houve a redução do risco de transporte e armazenamento de combustível fóssil, aumento da competitividade e melhoria na qualidade do ar. E como consequência da redução das emissões atmosféricas geradas de SOx (óxido de enxofre), 98,66% menor, e de NOx (óxido de nitrogênio), 93,05% menor, a liberação destes compostos químicos em forma de gases quase zerou.

Essa é também a segunda vez que a Termotécnica conquista o Prêmio Fritz Müller. Em 2015 foi vencedora na categoria Reciclagem com o case “Programa Reciclar EPS: da Logística Reversa a Novos Produtos – como a Termotécnica tornou isso um negócio viável”. Desde 2007, a companhia realiza o Programa Reciclar EPS, com logística reversa e reciclagem do material em todo o país. Já são mais de 40 mil toneladas de EPS pós-consumo que ganharam um destino mais nobre – ou seja, a Termotécnica é responsável pela reciclagem de 1/3 de todo o material consumido no país.

(JP)

Setor de compósitos projeta alta de 2% no faturamento de 2019

Levantamento contratado pela Associação Latino-Americana de Materiais Compósitos (ALMACO) prevê uma receita de R$ 2,703 bilhões no período

No primeiro semestre, o setor brasileiro de compósitos faturou R$ 1,298 bilhão, 0,24% acima do registrado em igual período do ano passado. Ainda que o desempenho tenha sido praticamente idêntico, a expectativa para o 2019 é de um crescimento de 2%, totalizando R$ 2,703 bilhões. Os números fazem parte do mais recente levantamento feito pela Maxiquim, consultoria contratada pela Associação Latino-Americana de Materiais Compósitos (ALMACO). 
Em relação às matérias-primas, prossegue a pesquisa, foram consumidas 98 mil toneladas de janeiro a junho, que devem se somar as 106 mil toneladas previstas para o segundo semestre. Assim, o volume de resinas, fibras de vidro e demais insumos processados em 2019 totalizará 204 mil toneladas, 1% a mais do que em 2018. A geração de empregos, por sua vez, apresentará ligeira queda de 0,6%, perfazendo 62,5 mil vagas.

“Nossas projeções para 2019 eram mais positivas, mas a estagnação econômica foi maior do que imaginávamos. De toda a forma, será o terceiro ano consecutivo que o setor de compósitos fechará no azul”, comenta Erika Bernardino Aprá, presidente da ALMACO.

Com uma fatia de 35% do consumo local de compósitos de poliéster, a construção civil aparece à frente de transporte (30%), corrosão/saneamento (19%) e náutico (3%), entre outros. Já a geração de energia eólica responde por 90% da demanda por compósitos de epóxi. O setor de petróleo fica em segundo lugar, com 5%.

Sobre a ALMACO
Fundada em 1981, a ALMACO tem como missão representar, promover e fortalecer o desenvolvimento sustentável do mercado de compósitos. Com administração central no Brasil e sedes regionais no Chile, Argentina e Colômbia, a ALMACO tem cerca de 400 associados (empresas, entidades e estudantes) e mantém, em conjunto com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), o Centro de Tecnologia em Compósitos (CETECOM), o maior do gênero na América Latina.
Resultantes da combinação entre polímeros e reforços – por exemplo, fibras de vidro –, os compósitos são conhecidos pelos elevados índices de resistência mecânica e química, associados à liberdade de design. Há mais de 50 mil aplicações catalogadas em todo o mundo, de caixas d'água, tubos e pás eólicas a peças de barcos, ônibus, trens e aviões.

Para mais informações, acesse www.almaco.org.br

(JP)

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

"Sementes do Plástico": projeto oficial de reciclagem do Simperj

                                                                                 
Recebemos por parte de Rafael Sette , Diretor Fundador do “Instituto Soul Ambiental” e Diretor do Simperj-Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado do RJ, para ser divulgado, material que foi apresentado, originalmente, aos presentes na cerimônia de posse da nova diretoria do Simperj, em 09/10:

"O Instituto Soul Ambiental foi fundado para fazer gestão de projetos socioeducativos para soluções ambientais e lançou, oficialmente, em setembro de 2018, o projeto de reciclagem chamado “Sementes do Plástico”.
O projeto “Sementes do Plástico” é o projeto oficial de reciclagem do SIMPERJ (Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado do Rio de Janeiro) e conta com o apoio da ABIPLAST (Associação Brasileira das Indústria do Plástico) e funciona prestando educação ambiental e assessoria na correta classificação, separação e, através disso, na valorização dos resíduos de plásticos, estimulando a Logística Reversa pelo engajamento da sociedade através de causas.

O projeto “Sementes do Plástico” atua hoje em 3 causas diretamente: Animal, Acessibilidade e Educacional.

Na causa Animal temos uma parceira com a ONG Rio Eco Pets que, através de sua rede de voluntários, juntam tampinhas em prol de benefícios para animais em situação de abandono.

Já na causa de Acessibilidade, temos a parceria com o projeto Rodando com Tampinhas, da Paróquia São José da Lagoa, que está conectado ao Sementes do Plástico desde 01/01/2019 recebendo o treinamento adequado para uma melhor valorização das tampinhas de plásticos e com isso gerando receita para compras de cadeiras de rodas para serem doadas a ABBR, diminuindo assim a fila de espera de pessoas carentes com necessidade de mobilidade. Desde o início da parceria já foram doadas mais de 80 cadeiras de rodas.

O Instituto Soul Ambiental financia a compra dos resíduos plásticos desses dois lindos projetos tão importantes para o meio ambiente, animais e pessoas do nosso Rio de Janeiro, fazendo com que os mesmos tenham viabilidade econômica para continuar se mantendo e trabalha junto às recicladoras e às indústrias transformadoras de nosso estado para que tais resíduos sejam transformados em matéria prima e assim em novos produtos feitos com plásticos reciclado. Com isso ajudamos a fechar o ciclo e na prática mostramos que é possível executar a Economia Circular dentro da cadeia do plástico em nosso estado.

Somando a parceria com os dois projetos descritos acima, o Rio Eco Pets e o Rodando com Tampinhas, temos o total de 37.000 pessoas engajadas que atuam como voluntários de uma rede de colaboração multiplicando o conhecimento para milhares de pessoas de seus círculos de relacionamento.

Já na causa Educacional temos parceria, desde o dia 03/01/2019, com o projeto piloto da prefeitura municipal do Rio de Janeiro chamado Escolas Sustentáveis, onde temos como meta atender 25 escolas ao longo desse ano, e atuamos também em algumas escolas particulares. Para atender a demanda dessas escolas no que diz respeito ao “Compliance” criamos uma moeda virtual chamada de SOULPOINTS e disponibilizamos em nosso site uma área reservada com login e senha para cada instituição de ensino onde é possível fazer o download de materiais didáticos para a multiplicação do conhecimento das futuras gerações e a qualquer momento cada escola poderá visualizar a quantidade de material plástico enviado para a reciclagem e quantos SOULPOINTS foram creditados. Todos os SOULPOINTS podem ser trocados em nossa loja, em nosso site www.soulambiental.com.br , por produtos preferencialmente feitos com plástico reciclado ou até mesmo serem resgatados em R$ com depósito direto na conta cadastrada pela escola.

Além disso temos parceria com 15 escolas Sesi da Firjan espalhadas por nosso estado onde prestamos consultoria na implantação da Educação Ambiental para as crianças que frequentam as Colônias de Férias dessa importante instituição. Já participamos de 2 colônias de férias e estamos acordados para fazermos a terceira no início de 2020.

No que diz respeito, também, a causa Educacional, já capacitamos mais de 500 profissionais que puderam multiplicar esse conhecimento da reciclagem de plástico para mais de 10.000 alunos. Essa capacitação é feita através de treinamentos ministrados por uma equipe composta por biólogos, educadores, tecnólogos em plástico e engenheiros químicos especialistas no assunto.

Outra conquista do “Sementes do Plástico” foi conseguir reciclar mais de 5.000.000 de copos descartáveis, gerados nas arenas esportivas da cidade do Rio de Janeiro, conectando a cooperativa ECCO PONTO com a recicladora e transformadora MMS Plásticos, contando com o apoio tecnológico da Petroquímica Unigel, para a fabricação, pelo processo de coextrusão de laminados plásticos, de modo que o material reciclado dos copos fosse alocado na camada do meio e dando acabamento nas faces da chapa com a resina U8884 da Unigel pigmentada de branco para variadas aplicações da indústria como expositores, displays, placas de sinalização, carenagem de bicicletas ergométricas dentre outras.

Além do resultado acima para a Economia Circular, conseguimos desenvolver e homologar a matéria prima fabricada através das tampinhas plásticas em: bancos para jardins, quadros de bicicletas, comedores para cães e gatos, saboneteiras, brinquedos, bandejas para fastfood e bandejas de degustação para coquetéis. Todos esses produtos foram fabricados por empresas fluminenses.

Após 1 ano de operação e consolidação do projeto “Sementes do Plástico” chegamos à marca de 105.000 kg de plástico reciclado, ou seja, além dos 5.000.000 de copos descartáveis reciclados, das arenas, tivemos a quantia de 30.000.000 de tampinhas recicladas e mais de 4.000.000 de embalagens plásticas variadas.

Hoje o Instituto Soul Ambiental ainda não tem um patrocinador. Desta forma, para manter vivo nosso sonho e nossos projetos parceiros, nos financiamos exclusivamente com a venda de coletores desenvolvidos pela nossa área de criação, preferencialmente feitos com plástico reciclado, que são utilizados para o descarte correto dos resíduos plásticos a serem reciclados pelo “Sementes do Plástico”. Essa medida além de gerar recursos para nossas causas e fechar mais um ciclo, também ajuda a aumentar o alcance de nosso projeto para reciclarmos cada vez mais."


Coletores e Porta Big Bag Sementes do Plástico instalados na Cruzada do Menor – Del Castilho RJ

Quadro de bicicleta, injetado com tampinhas plásticas recicladas


Bancos para jardim confeccionados com tampinhas plásticas


Saboneteira confeccionada com tampinhas plásticas

Comedores feito de tampinhas plásticas


Brinquedo feito de tampinhas plásticas


Brinquedo feito de tampinhas plásticas

Bandeja para degustação de coquetéis

Chapas coextrusadas com copos reciclados na camada do meio e o Poliestireno de Alto Impacto U8884 da Unigel nas faces