quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Painéis do Seminário Abiquim de Tecnologia e Inovação debaterão alternativas para aumentar a produção de forma sustentável

A quinta edição do “Seminário Abiquim de Tecnologia e Inovação” será realizada nos dias 30 e 31 de outubro, no Auditório do Instituto Senai de Inovação em Biossintéticos (SENAI CETIQT), localizado no Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no Rio de Janeiro (RJ).

A programação do primeiro dia do Seminário terá o painel “Mobilidade e Eficiência Energética: Oportunidades e Desafios”, que discutirá como o setor químico pode contribuir para uma melhora da eficiência energética no transporte de carga. O painel terá a participação do gerente regional da Composite Materials da Solvay, Sergio Detoie; do gerente regional de Inovação e Transformação Digital da Maxion Structural Components, Marco Tulio Ricci; do gerente de engenharia de Produto e Inovação da Iveco, Alexandre Capelli; e da gerente de Desenvolvimento de Negócios da Braskem, Tatiana Emy Igawa. A moderação será feita pelo coordenador da Comissão Temática de Tecnologia da Abiquim e gerente de Tecnologia & Inovação da área de Especialidades Químicas da Braskem, Rafael Pellicciotta.

O segundo dia terá a realização de três painéis: “A Química do CO2”, “Intensificação de Processos” e “Economia Circular: Desafios e Oportunidades para o Setor Químico”.

O painel “A Química do CO2” debaterá as tecnologias que possibilitam a limitação das emissões de gás carbônico, incluindo discussões sobre conversão, captura e armazenamento de CO2. Ele tem confirmada a participação da gerente de Gás, Energia e Desenvolvimento Sustentável da Petrobras, Viviana Coelho; do diretor do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Claudio Mota; do professor do curso de Engenharia Química e coordenador do projeto de captura de CO2 da Faculdade SATC, Thiago Aquino; do gerente de Tecnologia e Inovação da BASF, Rony Sato; e do gerente de Relações Externas e Captura de Recursos da Solvay, Alessandro Rizzato. A moderação será feita pela pesquisadora do Laboratório de Catálise do Instituto Nacional de Tecnologia (INT) Lucia Appel.

A programação seguirá com o painel “Intensificação de Processos”, que debaterá como unidades de pequena escala e menor custo de produção podem reduzir os riscos financeiros e os impactos ambientais dos projetos. O painel terá a participação do diretor de Pesquisa do Laboratório de Engenharia de Processos Catalíticos, da França, e doutor em Química Organometálica pela Universidade de Estrasburgo, Claude De Bellefon; do gerente de Projetos da Ehrfeld Process Technology, Marc-Oliver Piepenbrock; e do engenheiro químico com MBA pela COPPEAD da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e sócio diretor do Grupo AS Resinas, Bernardo da Costa Monteiro Mello. A moderação será feita pelo coordenador de Engenharia de Processos do Instituto SENAI de Inovação em Biossintéticos (SENAI CETIQT), João Bruno Valentim Bastos.

O último painel será o “Economia Circular: Desafios e Oportunidades para o Setor Químico”, que debaterá modelos de processo produtivo sustentável, no qual o resíduo tem valor e pode ser transformado em novos produtos. O painel terá a participação do diretor-presidente da Fundação Espaço Eco, mantida pela BASF, Rodolfo Viana; da diretora de Reciclagem da Braskem, Fabiana Quiroga; da gerente de Sustentabilidade da Nestlé, Cristiani Vieira; e do fundador e CEO da Boomera, Guilherme Brammer.

A programação do Seminário também terá as palestras “Mobilidade Urbana: Oportunidades e Desafios para o Setor Químico – Visão Mundo”, que será feita pelo diretor da Boston Consulting Group, Regis Nieto, no primeiro dia do evento, e “Estratégias para Inovar Conectando Indústria com o Ecossistema de Universidades e Startups”, do professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Rochel Lago; e da coordenadora do Centro de Escalonamento de Tecnologias da UFMG, Maria Paula Duarte, no dia 31 de outubro.

O “Seminário Abiquim de Tecnologia e Inovação 2019” tem o patrocínio das empresas Ambipar, Croda, Elekeiroz, Rhodia Solvay, Umicore e Unipar.


Seminário Abiquim de Tecnologia e Inovação

Data: 30 e 31 de outubro

Horário: 30 de outubro das 14 às 17 horas

31 de outubro das 9 às 17 horas

Local: Auditório do Senai Biossintéticos –

Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Inscrições: www.abiquim.org.br


(JP)

Melhores práticas do ciclo de vida das embalagens são apresentadas no Fórum Embalagem e Sustentabilidade

Executivos de grandes empresas destacaram a importância da embalagem na conservação de produtos e mostraram como estão fazendo para reduzir o impacto ambiental relacionado ao descarte

São Paulo, outubro de 2019 – O uso de tecnologias de alta performance aliado a uma gestão efetiva nos processos de produção de embalagens estiveram entre os temas discutidos no segunda edição do Fórum Embalagem & Sustentabilidade, promovido pelo Instituto de Embalagens, que aconteceu em 1º de outubro, no Espaço Nobre da FIESP - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. Líderes de mercado apresentaram os mais relevantes cases brasileiros e internacionais, que são um exemplo de como a economia circular traz benefícios para todo o planeta.

Na abertura do evento, a Diretora do Instituto de Embalagens, Assunta Camilo, destacou a importância da embalagem para a sociedade. "A embalagem cumpre um importante papel no combate ao desperdício de alimentos e na segurança alimentar, ou seja, ela tem um impacto social ao melhorar a qualidade de vida das pessoas", destaca. Ela oferece outros inúmeros benefícios aos consumidores, como a integridade dos produtos e o combate à falsificação, maior shelf life dos alimentos, evita vazamentos e contaminações do meio ambiente. O que falta à população é conhecimento sobre a sua importância. Há tecnologias e novos materiais disponíveis no mercado para desenvolver embalagens mais amigas do meio ambiente. O que falta é investir em educação ambiental. É através dela que podemos promover um mundo melhor", salienta Assunta.

Destaque do evento, a Bunge apresentou a garrafa de óleo mais leve do mercado. Heitor Cauneto, head em excelência de manufatura para América do Sul da empresa, explicou que o projeto teve por objetivo diminuir o impacto das atividades da empresa no meio ambiente, além de conseguir ganho de eficiência operacional e redução de custos logísticos. "A cadeia de produção da garrafa era verticalizada. Nós deixamos de comprar a resina para adquirir apenas a pré-forma. Conseguimos, em parceria com nossos fornecedores, uma redução de 18 g para 14 g da garrafa de óleo de soja, um número significativo se pensarmos no volume da Bunge. Com isso, melhoramos a sustentabilidade ambiental, pois alcançamos redução no consumo de energia elétrica, redução de uso de matéria-prima para produção da garrafa PET e das perdas no processo, enquanto tivemos aumento de produtividade e ganhos logísticos", explica o executivo.

A gerente de Sustentabilidade da Heineken, Ornella Vilardo, disse que o tema é uma prioridade de negócio da companhia. "Avaliamos de perto a nossa pegada de carbono em todas as etapas da cadeia, e a embalagem tem um papel relevante nesse contexto. Por isso, colocamos energia nisso. Em nossa abordagem, avaliamos os 6Rs, que abrangem desde iniciativas mais imediatas como a redução de materiais, até soluções mais complexas que envolvem diversos atores do setor, inclusive em conjunto com nossos concorrentes", explica.

A empresa tem programas de logística reversa em todo o Brasil, colocando os consumidores no centro das discussões e práticas. No Rock in Rio deste ano, a Heineken, maior patrocinadora do festival, produziu 2,5 milhões de copos e buscou soluções para dar a correta destinação a todos eles. Em uma ação conjunta, a Central de Catadores do Rio de Janeiro, também parceira do evento, fez a coleta, a Braskem comprou e transformou esses resíduos e a Natura utilizou 670 mil tampas na deo colônia Humor. Isso evitou a emissão de 15 toneladas de gás carbônico.

Na opinião de Estevão Braga, Diretor de Sustentabilidade da Ball Beverage South America, é necessário migrarmos de uma economia linear para uma economia circular. De acordo com pesquisa produzida pela Edelman Global com mais de dez mil consumidores ao redor do mundo, 80% esperam que as marcas sejam sustentáveis.

"Vemos no segmento de alumínio um crescimento muito grande, porque é um material com alta taxa de reciclabilidade e alto valor econômico. Há um incentivo natural para a reciclagem. Enquanto alguns resíduos valem U$ 10 ou U$ 50 a tonelada, uma tonelada reciclada de alumínio vale U$$ 1.300. Há uma economia circular de lata para lata e para outros produtos de alto valor agregado – o chamado upcycling. Precisamos experimentar, prototipar e agir em conjunto para encontrar saídas similares para todas as embalagens", afirma.

Três cases regionais foram apresentados pela Owens Illinois (O-I), líder global na fabricação de embalagens de vidro. No primeiro a empresa compartilhou o resultado da parceria em Brasília com a Green Ambiental, que implantou 14 novos coletores seletivos abertos ao público no Distrito Federal. "O vidro era considerado rejeito no DF. Os equipamentos foram projetados especialmente para o vidro, material 100% natural e reciclável, mas que não era recolhido pela coleta seletiva da região, e com isso as embalagens acabavam em aterros junto ao lixo orgânico", explica Lúcia Moreira, coordenadora de sustentabilidade. Já na Paraíba a Owens atua em parceria com a RCTEC Soluções Ambientais em um projeto que coleta vidros na Orla da capital. A ação busca mostrar alternativas para a destinação dos vidros gerados nos bares e restaurantes de João Pessoa, fomentando a reciclagem e despertando no cidadão comum maior consciência quanto à responsabilidade de todos para a preservação ambiental.

Há também a mais recente ação de conscientização promovida pela companhia: a iniciativa "Planeta + Limpo, Mais puro, Mais confiável" realizada na Praia do Arpoador, no Rio de Janeiro, que contou com voluntários – entre colaboradores da companhia e banhistas – que recolheram mais de 170 kg de resíduos da praia.

Na avaliação de José Bosco Silveira Jr., presidente da Terphane, líder em filmes PET (poliéster) na América Latina e um importante player mundial, é necessário ampliar o discurso sobre sustentabilidade. "O plástico está em evidência de uma forma que não condiz com a realidade; a questão dos plásticos vai muito além do que a mídia tem divulgado e do que a sociedade tem imaginado. Temos que ter uma visão consciente de todo o processo e pensar juntos como 'sustentabilizar' a embalagem. A abordagem sobre o assunto deve ser ampla e cada grama de material reduzido faz uma grande diferença. Não existe embalagem melhor ou pior, o que existe é a melhor adequação dentro de um mecanismo cada vez mais eficiente e sustentável." Entre as iniciativas da Terphane neste sentido, o executivo destacou a linha Ecophane® de filmes PET sustentáveis com dois produtos: um filme produzido com pelo menos 30% de garrafas PET recicladas pós-consumo e um filme bPET, com tecnologia de biodegradação para aterros sanitários.

Startups na gestão de cooperativas
Tamires Silvestre, gerente de sustentabilidade para o negócio de embalagens e plásticos de especialidades para Brasil da Dow, também entende que o plástico e outros materiais são valiosos, portanto, "temos o desafio gigante de incluí-los na economia circular. A embalagem é um elo importante na vida das pessoas", lembra. Um exemplo é o projeto da embalagem de arroz desenvolvida pela empresa, que é mais resistente à queda, utiliza filme leve de marcações e maior eficiência de recursos e produtividade. O trabalho junto a cooperativas também tem recebido a atenção da companhia, para melhorar o processo produtivo de separação e coleta de lixo. "Temos projeto na Colômbia com uma startup, no qual transformamos resíduo plástico de difícil reciclagem em construção de salas de aulas verdes".

A história de Roger Koeppl, diretor-presidente, da YouGreen, chamou a atenção de todos os participantes do Fórum. Ele começou como office-boy, formou-se em Processos de Produção e atuou em várias empresas e setores. Uma experiência como voluntário, somado a uma nova legislação o estimulou a criar a YouGreen com novo modelo de gestão, que aplica sistemas e processos da engenharia no setor de resíduos. "Hoje, estamos num galpão da Lapa, em São Paulo, e os resultados do negócio são bastante positivos, por meio da gestão integrada de resíduos, conseguimos reduzir, em média, 20% o custo operacional e aumentar em até 500% a taxa de reciclagem. Além disso, melhoramos a renda do cooperado, que pode ganhar entre R$ 1.700 e R$ 1.900 por mês", comemora o empreendedor.
Há pouco mais de um ano no país, a Indorama tem uma atuação global em 31 países. "Na área de plásticos, de cada quatro garrafas produzidas no mundo, uma é feita com o nosso PET. E no Brasil, 55% do PET vendido é reciclável", afirma Theresa Moraes, diretora comercial da empresa, que tem destinado U$ 1,5 bilhão a projetos de reciclagem no mundo até 2023. "Também estamos olhando para o trabalho dos catadores e recicladores".

Embalagens criativas e recicláveis
No ramo de produtos home care, a YVY tem provado que é possível ter embalagens disruptivas e sustentáveis. As embalagens normalmente utilizadas por produtos de limpeza carregam cerca de 90% de água em seu conteúdo. Isso significa que uma enorme quantidade de plástico de uso único se faz necessária para o transporte desse tipo de produto. As embalagens são normalmente volumosas e pesadas por conta da quantidade de água que carregam e, após serem utilizadas precisam ser destinadas corretamente. De acordo com Marcelo Ebert Ribeiro, co-fundador da empresa, todos esses problemas foram resolvidos pela YVY, com a utilização de cápsulas de produtos concentrados e borrifadores permanentes, projetados com design moderno e atrativo. A logística reversa das cápsulas também está inserida em todo o processo.

A atenção aos novos hábitos de consumo também está no radar da Mondelez. "A expectativa dos consumidores são altas e continuam crescendo, onde os Millennials são particularmente sensíveis à sustentabilidade. Por isso, nossos compromissos são reduzir o consumo e embalagens, ter todas nossas embalagens de papel de fontes sustentáveis, tornar das nossas embalagens recicláveis até 2025, fornecer informações de reciclagem aos consumidores e apoiar todo a cadeia de reciclagem para impulsionar o desenvolvimento de materiais e infraestrutura para a economia circular", disse Felipe Simone, responsável por embalagens flexíveis da empresa.

Os exemplos compartilhados por Simone ilustram este compromisso, onde as embalagens foram pensadas para trazer menor impacto ambiental, propiciar funcionalidades adicionais de proteção, aumento de vida útil dos produtos, abertura fácil, refechamento, entre outros.

Pensando no longo prazo, a Klabin, maior produtora e exportadora de papéis do Brasil, está formatando uma agenda sustentável até 2030, que envolverá todos os níveis da companhia. "Nosso negócio é produzir papel para embalagem e, por isso, temos que desenvolver mecanismos de manejo sustentável das nossas florestas e processos industriais com menor impacto ambiental. Hoje, temos 216 mil hectares de matas nativas preservadas e 239 mil hectares de florestas plantadas", afirma Júlio Nogueira, gerente de Sustentabilidade e Meio Ambiente da empresa. Durante sua apresentação, o executivo enumerou vários projetos que estão sendo colocados em prática, como por exemplo, a nova plataforma Ecovadis para avaliação de fornecedores; redução de 61% de emissão específica de CO2 equivalente (2003 a 2018) com a troca de combustíveis fósseis nas caldeiras das fábricas por biomassa; e o programa de certificação de pequenos produtores de madeira.

Lançamento livro Embalagens Plásticas
Após a apresentação dos cases, os participantes acompanharam o lançamento do 18º livro "Embalagens Plásticas", mais um título do Instituto. Organizado pelo Instituto de Embalagens, com a colaboração de 19 autores, a obra discute o papel do plástico na sociedade e como descartá-lo corretamente. Devido à sua importância, ele também está sendo lançado em Düsseldorf, na Alemanha, durante a K-2019, maior feira do setor de plásticos e de borracha do mundo que acontece de 16 a 23 de outubro.

Sobre o Instituto de Embalagens
Criado em 2005, o Instituto de Embalagens tem como foco o ensino e pesquisa sobre o tema por meio de promoção de cursos, eventos, workshops e treinamentos. Em seus quase 15 anos de atuação, o instituto já ofereceu mais de 120 eventos, 80 cursos e onde já se passaram mais de 10 mil profissionais. Entre outras atividades, o Instituto organiza o Packaging on the Road, treinamento em embalagem para capacitação de profissionais, que já percorreu mais de 20 cidades; e projetos customizados de conhecimentos técnicos com os Cursos in Company. Destaque também para os conteúdos editoriais. Em 2014, lançou o primeiro livro em inglês, Better Packaging Better World, distribuído em vários países. Em 2016, foi a vez da coleção de títulos bilíngues (português-inglês) Better Packaging Better World, que já conta com 8 livros.Mais informações: www.institutodeembalagens.com.br

(JP)

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Dilutec aposta em aquecimento da demanda de gelcoat para piscina

Produto protege e dá acabamento às peças de compósitos

Piscina de compósitos

Concluído o período de manutenção de moldes, boa parte do setor brasileiro de compósitos volta-se agora ao início da temporada de fabricação de piscinas. A Dilutec, referência em gelcoats para esse tipo de aplicação, acredita que a demanda este ano deve superar a registrada no ano passado.
“Sentimos mais confiança nos transformadores de piscinas. Ainda que a economia não esteja aquecida como esperávamos, há um certo otimismo no ar, principalmente com a redução da taxa de juros”, afirma Marcos Pannellini, gerente comercial da Dilutec.

Na planta que opera em Senador Canedo (GO), a Dilutec fabrica três tipos de produtos para piscinas: o gelcoat Colorgel® ISO/NPG azul e branco – outras cores podem ser formuladas sob encomenda –, o Colorgel® éster-vinílico, para barreira química, e o Colorpatch®, um aditivo destinado ao retoque, recuperação e repintura de piscinas – também é usado na conversão de piscinas de azulejo em compósitos.

Mês passado, a empresa ainda lançou um produto destinado ao assentamento de pastilhas em piscinas de compósitos. Denominada Massa Espatular, a novidade garante excelente índice de aderência ao substrato e mais resistência à osmose do que a resina de poliuretano ou a cola plástica normalmente empregadas nesse tipo de aplicação.
“O mercado de piscinas é estratégico para a Dilutec, por isso estamos desde o início do ano nos preparando para este momento”, observa Pannellini.

Híbrido de resinas e pigmentos, os gelcoats protegem e dão acabamento às peças de compósitos.
Sobre a Dilutec
Fundada em 1995, a Dilutec fabrica gelcoat em Senador Canedo (GO) e thinner em Piracicaba (SP). Também atua no ramo de distribuição de produtos para a moldagem de materiais compósitos. Para mais informações, acesse www.dilutec.com.br
 

(JP)

Abiquim: Déficit em produtos químicos cresce 10,2% até agosto e deverá somar mais de US$ 32 bi em 2019

Alta cambial e economia ainda frágil não inibem importações de US$ 8,8 bi, em julho e agosto, bimestre com mais importações desde 2014

São Paulo, 16/09/2019 – Apesar do cenário econômico ainda estável, marcado pela recente forte alta cambial, e em meio à guerra comercial entre Estados Unidos e China, que poderá colocar a economia mundial em um cenário de estagnação, as importações de produtos químicos até o final do ano deverão ser recorde e superiores a US$ 32 bilhões.

No acumulado do ano, as importações brasileiras de produtos químicos somaram US$ 29,2 bilhões, elevação de 5,7% frente ao mesmo período de 2018. As exportações, por sua vez, alcançaram US$ 8,5 bilhões, redução de 3,7% na comparação com o valor registrado entre janeiro e agosto de 2018. O déficit na balança comercial de produtos químicos, até agosto, chegou a US$ 20,7 bilhões, considerável aumento de 10,2% em relação ao igual período do ano passado.
“Seguidamente estamos sinalizando para a intensificação do déficit. Em julho e agosto, as importações de produtos químicos foram respectivamente de US$ 4,5 bilhões e de US$ 4,3 bilhões, fazendo do bimestre o mais intenso em aquisições do exterior desde igual período em 2014, anterior à grave crise econômica vivenciada pelo Brasil, sobretudo em 2015 e 2016. Nos últimos 12 meses, de setembro de 2018 a agosto deste ano, o déficit comercial atingiu a marca de US$ 31,5 bilhões”, explica a diretora de Assuntos de Comércio Exterior da Associação Brasileira da Indústria Química – Abiquim, Denise Naranjo.

De janeiro a agosto, o volume de importações foi de 29,8 milhões de toneladas, elevação de 11,3%, em relação ao mesmo período do ano passado. Esse crescimento deve-se à aceleração das aquisições de fertilizantes, fato coerente com as projeções da Companhia Nacional de Abastecimento – CONAB, que em seu 12º levantamento da safra brasileira de grãos 2018/19, apontou para uma colheita recorde de grãos na safra atual, da ordem de 242,1 milhões de toneladas, além da intensificação das compras em vários outros grupos de produtos.

Em termos de volume, em agosto, as movimentações foram de 4,8 milhões de toneladas importadas, elevação de 7,2% em relação às 4,5 milhões de toneladas em julho, performando um desempenho bimestral fortemente impactado pelas elevadas compras de fertilizantes e seus intermediários, com compras do exterior de praticamente 5,6 milhões de toneladas (2/3 do total da somatória dos dois meses).

“Estamos acompanhando atentamente os fluxos comerciais e advogamos firmemente pelo funcionamento eficiente do sistema brasileiro de defesa comercial, ferramenta indispensável para a entrega pelo Governo de um ambiente leal e isonômico de competição, garantindo a inserção internacional responsável da economia brasileira, especialmente em um momento em que o excedente disponível no mercado internacional com a intensificação da guerra comercial entre as maiores economias representa uma ameaça real à produção nacional e à atração de novos investimentos para o Brasil”, destaca a diretora de Assuntos de Comércio Exterior da Abiquim, Denise Naranjo.
Abiquim – Associação Brasileira da Indústria Química (www.abiquim.org.bré uma entidade sem fins lucrativos fundada em 16 de junho de 1964, que congrega indústrias químicas de grande, médio e pequeno portes, bem como prestadores de serviços ao setor químico nas áreas de logística, transporte, gerenciamento de resíduos e atendimento a emergências. A associação realiza o acompanhamento estatístico do setor, promove estudos específicos sobre as atividades e produtos da indústria química, acompanha as mudanças na legislação e assessora as empresas associadas em assuntos econômicos, técnicos e de comércio exterior. A entidade ainda representa o setor nas negociações de acordos internacionais relacionados a produtos químicos.

(JP)

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Projeto Plástico do Bem já encaminha mais de 40 toneladas de plásticos para reciclagem

Escolas municipais de Caxias do Sul e Farroupilha já arrecadaram cerca de R$ 40 mil com iniciativa do Simplás. Em Flores da Cunha, processo de coleta começa nos próximos dias

Já passa de 40 toneladas o volume de material encaminhado para a reciclagem pelo projeto Plástico do Bem. Em contrapartida, as mais de 80 escolas municipais de educação fundamental participantes da iniciativa implementada pelo Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás) em Farroupilha e Caxias do Sul (RS) já arrecadaram cerca de R$ 40 mil. Cada instituição é livre para utilizar sua parcela dos recursos da maneira que considerar mais adequada. Nos próximos dias, começa o processo de coleta e pagamento às escolas municipais de Flores da Cunha (RS) pela empresa recicladora parceira Reciclados Em Cristo.

Desde o início da ação, em abril de 2018, em Farroupilha, até a última semana de agosto, quando se incluiu o quinto e último núcleo de escolas de Caxias do Sul, e o início de setembro, com a finalização do processo em Flores da Cunha, mais de 35 mil estudantes e 3,6 mil professores das redes públicas municipais já foram capacitados para a separação, limpeza e destinação correta de materiais plásticos pós-consumo. A operação é realizada por meio de uma parceria pedagógica com o instituto sócio-ambiental Plastivida e o Instituto do PVC.

“Evidentemente, a renda adicional obtida com a destinação do material para a reciclagem faz muita diferença para cada uma das escolas e é por isso que todas estão tão empenhadas em melhorar cada vez mais o seu desempenho de arrecadação. É um acréscimo importante no orçamento. Mas, para a sociedade como um todo, o principal é a formação e consolidação desta nova geração de cidadãos mais conscientes e responsáveis com aquilo que é produzido e consumido por todos. Este é o benefício coletivo que será percebido realmente no futuro”, assinala a gerente executiva do Simplás, Daniela Camargo.

Outro aspecto importante é que o Plástico do Bem funciona em regime contínuo. Ou seja, após a implementação pelo Simplás, a iniciativa segue em atividade pelo tempo que a escola desejar permanecer engajada – e com total autonomia de trabalho e gestão dos recursos.

Como funciona o projeto Plástico do Bem - em 7 passos
1. o Simplás, em parceria com o Instituto Plastivida e o Instituto Brasileiro do PVC, oferece capacitação e material didático para professores e orientadores das escolas dos municípios participantes do projeto

2. os professores e orientadores capacitados pelo Simplás, em parceria com o instituto sócio-ambiental Plastivida e o Instituto Brasileiro do PVC, trabalham noções de reciclagem e sustentabilidade com suas turmas, ensinando formas de descarte correto, separação e limpeza dos materiais plásticos

3. em suas residências, os estudantes ou demais participantes do projeto coletam, separam e limpam o material plástico que poderá ser reaproveitado e o levam de volta às respectivas escolas

4. nas escolas, o material trazido pelos estudantes é armazenado em recipientes de grande porte (os big bags), também fornecidos pelo Simplás. Quando o big bag estiver cheio, a instituição aciona a empresa recicladora parceira Reciclados em Cristo para fazer a coleta do material

5. a empresa recicladora parceira Reciclados em Cristo vai até cada escola participante, mediante agendamento, recolhe o material, faz a pesagem e substitui os big bags cheios por outros vazios

6. o peso do material recolhido determina o valor pago a escola pela empresa recicladora. É importante que o material esteja separado e limpo corretamente, de acordo com as orientações transmitidas anteriormente, na fase de capacitação

7. cada escola participante do projeto Plástico do Bem poderá utilizar como quiser os recursos obtidos com a venda do material para reciclagem

Que tipos de plásticos limpos podem ser encaminhados ao projeto Plástico do Bem?
  • garrafas PET de qualquer tamanho
  • embalagens rígidas, como as de xampu, cosméticos, detergentes e produtos de limpeza
  • potes e tampas diversos, como os de produtos alimentícios
Após capacitação de estudantes e professores, projeto Plástico do Bem funciona por tempo indeterminado (Foto:Arquivo Simplás)


(JP)

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Nova Geração de máquinas é destaque da Romi na 12ª Intermach

Modernidade e produtividade são os principais focos dos novos modelos


Santa Bárbara d’Oeste, setembro de 2019 – A Romi, líder na indústria brasileira de máquinas e equipamentos industriais, estará presente na feira Intermach 2019, em Joinville/SC. O evento, que acontece entre os dias 17 e 20 de setembro, é o principal do setor metalmecânico na região Sul do Brasil, tendo em sua programação feira, congresso, workshops e rodada de negócios.

Romi GL 300M

Com um estande de 108 m², a Romi levará seu novo Centro de Torneamento, ROMI GL 300M (Nova Geração), equipamento projetado para operar em ambientes de média e alta produção, com potência e torque elevado. A nova linha conta com o sistema de compensação térmica, possibilitando obter resultados dimensionais estáveis mesmo com oscilações de temperatura em longos períodos de trabalho, com velocidade de avanço de 30m/min nos eixos X e Z. Seu principal diferencial é o cabeçote principal com motor tipo built-in, um sistema compacto quando comparado aos convencionais, que garante excelente nível de potência, alto torque em baixas rotações, estabilidade e baixa inércia.

Romi D 800

Outra novidade que estará no estande será o Centro de Usinagem ROMI D 800, também da Nova Geração, equipamento extremamente versátil e que conta com maior área de trabalho, além de garantir precisão, alto desempenho e produtividade. Os modelos destacam-se pela ótima estabilidade térmica e geométrica, alta capacidade de absorção dos esforços de usinagem garantindo grande capacidade de remoção de cavacos e consequente redução dos tempos de usinagem. São equipados com Cabeçote Direct Drive (motor acoplado diretamente ao cartucho), com versões de 10.000 ou 15.000 rpm.

Os dois modelos são equipados com o moderno CNC Fanuc, com tela touch screen e acesso as principais funções em apenas dois toques, além de ter a disposição um sistema integrado às áreas de planejamento, usinagem, melhorias e utilitários diretamente na tela principal, possui também interface Ethernet e porta USB, além de drive para cartão Compact Flash.

Romi EN 220

Já em sua linha de máquinas para plástico, a empresa exibirá a Injetora ROMI EN 220, equipada com o moderno sistema “Stop and Go” que proporciona maior velocidade, alta precisão e baixo consumo de energia. As injetoras ROMI EN atendem desde aplicações limpas, como embalagens para alimentos e indústria médico-farmacêutica, até aplicações técnicas, como as do segmento automotivo. Sua tecnologia permite maiores volumes de injeção, simultaneidade de movimentos no fechamento, maior ganho de velocidade e mínimo nível de ruído.

“Cada dia mais, estamos focados em oferecer soluções alinhadas a Indústria 4.0 e a renovação do parque fabril e nesta edição apresentamos nossas principais linhas, tanto no segmento de máquinas-ferramenta quanto máquinas para plástico. Nosso objetivo é agregar valor ao negócio de nossos clientes, por meio da nova geração de nossas máquinas, priorizando sempre a qualidade e eficiência.”, ressalta o Diretor-Presidente da companhia, Luiz Cassiano Rando Rosolen, que observa no evento uma importante vitrine de negócios e a oportunidade de apresentar oficialmente sua Nova Geração para a Região Sul, importante polo industrial do país.

Para visitar o evento, é possível fazer o credenciamento gratuito no site do evento, além de conferir todas as informações de hospedagens, workshops, seminários e muito mais!

Sobre a Romi - A Indústrias Romi S.A. (B³: ROMI3), fundada em 1930, é líder na indústria brasileira de máquinas e equipamentos industriais e está listada no “Novo Mercado”, que é reservado para as empresas com o maior nível de governança corporativa da Bovespa. A Companhia fabrica máquinas-ferramenta, com foco em tornos, tornos CNC, centros de torneamento e centros de usinagem; máquinas injetoras e sopradoras para termoplásticos; e peças fundidas em ferro cinzento e nodular, que podem ser fornecidas brutas ou usinadas. Seus produtos e serviços são comercializados mundialmente e utilizados por uma grande variedade de indústrias, tais como automotiva, de bens de consumo, máquinas em geral, equipamentos industriais e agrícolas.

(JP)

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Clariant Masterbatches ajuda clientes do setor de embalagens a proteger e melhorar a qualidade de polímeros reciclados


·Aditivos e cores apoiam a economia celular
·Diminuem o impacto ambiental de resíduos de embalagens
·Aumentam a capacidade de reciclagem de plásticos moldados, extrudados e moldados por sopro
Reconhecendo que a reciclagem é a base de uma economia circular, a Clariant Masterbatches e sua equipe para o Mercado de Embalagens estão empenhados em garantir que uma porcentagem cada vez maior de embalagens plásticas seja reciclada.

“Os esforços de reciclagem atualmente têm um impacto importante sobre os plásticos presentes no meio ambiente, e isso é apenas o começo”, afirma Alessandro Dulli, Diretor Global de Embalagens da Clariant Masterbatches. “Podemos recuperar – e precisamos recuperar – volumes muito maiores de resíduos de embalagens e transformá-los novamente em matéria-prima. Para tanto, é necessário superar grandes desafios presentes na triagem adequada de resíduos para produzir um RPC (reciclado pós-consumo) de alta qualidade, bem como em questões relacionadas a coloração, segurança do produto e estabilidade do processo. Na Clariant, estamos comprometidos em utilizar nosso conhecimento em química, aplicações e mercados para lidar com esse problema”.

A Clariant começou a montar uma equipe dedicada a compreender essa dinâmica e reduzir esses riscos, no intuito de permanecer na vanguarda de produtos e tecnologias que aumentem a qualidade dos RPCs. Já estão disponíveis recursos consideráveis na forma de tecnologias novas e existentes de aditivos e corantes, incluindo produtos que evitam o dano ou a perda de propriedades de desempenho durante a reciclagem e outros que efetivamente reparam o dano que inevitavelmente ocorre quando os polímeros são processados, usados e depois reprocessados. Entre aqueles que previnem o dano estão:
   Antioxidantes – A combinação de calor e exposição a oxigênio pode fazer com que os plásticos percam propriedades mecânicas ou desbotem, com risco de formação de manchas pretas e possibilidade de tornar o material inadequado para reuso. Os antioxidantes CESA®-nox da Clariant, adicionados durante a composição de RPCs ou a produção de novas embalagens feitas de material reciclado, previnem esses problemas.
   Auxiliares de processamento – O comportamento de polímeros de RPC derretidos é diferente daquele do material virgem, o que gera um risco maior de acúmulo em torno do molde, onde pode se degradar e desbotar. Os masterbatches de aditivos CESA-process reduzem com eficiência esse efeito e facilitam o processamento.
Para sanar ou reparar o dano causado a resinas recicladas, a Clariant desenvolveu diversos aditivos. Três exemplos operam em nível molecular:

Triagem Aprimorada
A triagem é um elemento crítico para aumentar o volume de embalagens plásticas recicladas, e a Clariant está ajudando nisso. Por exemplo:

                  • Detecção de cores escuras – Recipientes de plástico preto padrão, coloridos com pigmentos que usam carbono negro, são atualmente muito difíceis de detectar por meio de máquinas de triagem em plantas de reciclagem, pois eles absorvem a luz infravermelha próxima (NIR) usada na triagem. Os novos masterbatches CESA-IR da Clariant e sistemas de pigmentos alternativos permitem que plásticos pretos e de coloração escura reflitam a luz NIR, para que sejam visíveis aos sensores de triagem.
                     •Aditivos de marcação – A Clariant está trabalhando para desenvolver um agente de marcação (taggant) para melhorar a eficiência do processo de triagem. A ideia é marcar aplicações específicas (p. ex. tampas de HDPE) de forma que o material possa ser processado separadamente, retendo mais do seu valor e potencialmente permitindo que seja reusado na mesma aplicação.
“É nesse ponto que estamos dedicando a maior parte da nossa atenção atualmente”, declara Mirco Groeseling, Gerente Global de Desenvolvimento de Novos Negócios da Clariant. “Podemos fornecer um portfólio completo de masterbatches de aditivos CESA, bem como soluções de cores RENOL® e REMAFIN®, para ajudar a superar os desafios de reciclagem mais críticos atualmente. Para saber mais sobre esse assunto, entre em contato conosco em recycle2gether@clariant.com

A Clariant Masterbatches ajuda clientes do setor de embalagens a proteger e melhorar a qualidade de polímeros reciclados. (Foto: Clariant)

A Clariant é uma empresa de especialidades químicas focada e inovadora, com sede em Muttenz, próximo a Basel, na Suíça. Em 31 de dezembro de 2018, a companhia empregava 17.901 colaboradores. No ano fiscal de 2018, a Clariant registrou vendas de CHF 4.404 bilhões com seus negócios em operação. A empresa reporta seus resultados em três áreas de negócios: Care Chemicals, Catalysis, Natural Resources. A estratégia corporativa da Clariant baseia-se em cinco pilares: foco em inovação e P&D; criar valor com a sustentabilidade; reposicionar o portfólio; intensificar o crescimento; e aumentar a lucratividade.

(JP)