quinta-feira, 26 de abril de 2012

Pettalk: o presente e o futuro das embalagens de PET

A I Conferência Internacional da Indústria do PET, promovida pela Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), reunirá as maiores empresas do mundo que monitoram o mercado do PET e de embalagens.

As companhias têm as informações que o mercado precisa sobre produção, investimentos e tendências do mercado sulamericano. A programação abordará o setor como um todo, da resina à reciclagem, passando pela produção de embalagens e sua aplicação no varejo, desde refrigerantes e sucos até cerveja. Tudo num só evento.

A PCI - PET Packaging, Resin,  Recycling Ltd, sediada na Inglaterra, produz relatórios periódicos sobre a cadeia do poliéster, com especial atenção sobre o PET para embalagens. IHS Chemical – CMAI aborda o mundo do PET desde sua base, através da visão estratégica sobre os diversos temas que influenciam nos negócios, como o comportamento da indústria petroquímica, de energia, entre outros.

Dados e informações que ajudam a tomar decisões. A Canadean informa sobre o comportamento de inúmeros produtos – e suas embalagens - onde eles fazem a diferença: no varejo. Para o PETtalk, teremos uma visão ampla do mercado de embalagens para bebidas na América Latina, além de uma visão muito especial sobre o mercado de cerveja.

Além das informações sobre o mundo das embalagens antes e durante o consumo, a reciclagem do PET pós-consumo no Brasil será apresentada por especialista brasileiro, com a divulgação 8º Censo da Reciclagem do PET no Brasil, o mais completo estudo sobre o tema desenvolvido no País. A Conferência Internacional do PET ocorrerá no Hotel Renaissance, em São Paulo, nos dia 11 e 12 de junho. “Certamente, vamos atender a uma antiga demanda do setor do PET, com um evento abrangente, com informações realmente relevantes, consistentes e atualizadas, à altura do desenvolvimento ocorrido nos últimos anos”, diz Auri Marçon, Presidente da Abipet

Aquisição da Burkhardt Weber impacta positivamente os resultados da Indústrias Romi no primeiro trimestre de 2012

A receita operacional líquida da Burkhardt Weber obtida entre fevereiro e março, período em que as vendas da empresa foram consolidadas foi de R$ 37,6 milhões, com EBITDA de R$ 10,5 milhões
A Indústrias Romi S.A. — líder nacional nos mercados de máquinas-ferramenta e máquinas para plásticos, listada no Novo Mercado da Bovespa (ROMI3) — concluiu em 31 de janeiro de 2012, a aquisição total dos ativos da Burkhardt Weber, fabricante alemã de máquinas-ferramenta. A receita operacional líquida da B W consolidada no resultado do 1T12 da Romi, referente aos meses de fevereiro e março de 2012, totalizou R$ 37,6 milhões e teve origem nos dois principais mercados atendidos pela B W: Europa e Ásia, na proporção de 50% cada um. Com esta consolidação, 34,5% da receita operacional líquida da Romi foi registrada no exterior. A receita operacional líquida total registrada pela Romi atingiu R$ 149,7 milhões, valor 7,9% superior ao do mesmo período do ano passado. Conforme já mencionado, desde 1º de fevereiro de 2012, a companhia consolida em seu resultado o desempenho da B W. Neste trimestre, considerando a receita da B W, a Europa representou 48,4% da receita obtida no mercado externo. Outro fator que merece destaque é a entrada do mercado asiático no portfólio da Companhia, resultante das receitas obtidas pela B W na China no valor de R$ 19,3 milhões. Por essa razão, os Estados Unidos tiveram sua participação nas vendas da Romi diluída, representando 10,4%. Já a América Latina passou a representar 6,7%. Em Máquinas-Ferramenta, a receita operacional líquida atingiu R$ 105,2 milhões no 1T12, dos quais R$ 37,6 se referem à consolidação da receita operacional líquida da B W. Este valor representou um aumento de 23% se comparada ao mesmo período no ano anterior e de 1,9% quando comparada ao 4T11. Em Máquinas para Plástico, a receita do primeiro trimestre de 2012 foi de R$ 23,2 milhões, com crescimento de 3,6% em comparação ao quarto trimestre de 2011. A unidade de negócios de Fundidos e Usinados encerrou o primeiro trimestre de 2012 com crescimento de 45,3%, em sua entrada de pedidos em relação ao 4T11, devido especialmente à demanda de produtos para o mercado de energia eólica. Já as vendas físicas desta unidade somaram 3.515 toneladas no período, aumento de 8,5% sobre as 3.240 toneladas faturadas no 1T11. "Os resultados do primeiro trimestre de 2012 demonstram como foi assertiva a aquisição da B W pela Romi. Conseguimos avançar estrategicamente em regiões onde nossas vendas eram menos expressivas, como a Ásia”, comenta Livaldo Aguiar dos Santos, diretor presidente da Romi.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Unipac comemora ótima receptividade do Tanque de Arla 32 na Automec Pesados & Comerciais


A Unipac, uma das mais completas indústrias de transformação de polímeros do país, levou para a Automec Comerciais 2012, que aconteceu entre os dias 10 e 14 de abril, em São Paulo, seu amplo portfólio de produtos, com destaque para o Tanque de Arla 32 (ureia).

“Por ser especializada em equipamentos e serviços para veículos pesados e comerciais, a feira mostrou-se importante para demonstrar o know-how da Unipac no desenvolvimento de produtos voltados a esse segmento”, explica Fernando Camera, Gerente de Negócios Automotivos da empresa.

O produto foi desenvolvido para atender às necessidades das montadoras de caminhões e ônibus quanto à adequação à norma Conama 7 (Euro V). O Arla 32 (Agente Redutor Líquido Automotivo) é um aditivo injetado no escape dos veículos a diesel, que reduz quimicamente as emissões de gases provenientes do motor, liberando nitrogênio e vapor de água, substâncias não prejudiciais ao meio ambiente.

O Tanque de Arla 32 faz parte de um sistema complexo, que abrange várias partes do veículo, como motor, sistema de injeção de Arla 32, sistema de gerenciamento eletrônico, catalisador, etc. A Unipac, entretanto, focou seus trabalhos nos tanques e componentes neles envolvidos, como suporte de fixação, tampa, sensor de nível - que inclui controle de temperatura do Arla 32 no tanque - e bocal de enchimento - incluindo o sistema de segurança.

Os tanques atendem, de forma específica e exclusiva, às modificações pelas quais passaram os motores de caminhões e ônibus, que receberam novas tecnologias para que fossem adequados às novas exigências ambientais, que incluem a utilização do diesel S50, com menor percentual de chumbo (50 PPM). O desenvolvimento dos tanques se dá de acordo com as necessidades de cada cliente, segundo as especificações de volume de tanque e espaço disponível no chassi do veículo.

Os Tanques de Arla 32 foram testados conforme as normas exigidas pelas montadoras para atender à legislação vigente, baseada nas normas europeias. A norma Proconve P7 (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores), regulamentada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente, é uma versão brasileira do Euro 5 adotado na Europa e entrou em vigor no Brasil em janeiro de 2012.

terça-feira, 20 de março de 2012

Déficit na balança comercial de produtos químicos cresce 14,4% no primeiro bimestre

O déficit acumulado da balança comercial de produtos químicos atingiu US$ 3,7 bilhões nos dois primeiros meses do ano. O valor representa um aumento de 14,4% em relação ao mesmo período de 2011. No primeiro bimestre de 2012, as importações de produtos químicos ficaram acima dos US$ 5,9 bilhões, um crescimento de 9,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já as exportações, de US$ 2,2 bilhões, apresentaram elevação de 1,5% na mesma comparação.

As compras externas de produtos químicos chegaram a US$ 2,8 bilhões em fevereiro, um decréscimo de 9,9% em relação a janeiro. As exportações atingiram US$ 1,1 bilhão, registrando queda de 5,3% em igual comparação. Em relação a fevereiro de 2011, as importações cresceram 2,4% e as exportações tiveram baixa de 3,1%.

Os intermediários para fertilizantes permanecem como o principal item da pauta de importação brasileira de produtos químicos, com compras de US$ 893,4 milhões no primeiro bimestre deste ano. “Caso as importações dos intermediários para fertilizantes estivessem no mesmo nível do primeiro bimestre de 2011, o déficit do setor químico teria sido ainda maior, podendo já haver ultrapassado 4 bilhões de dólares”, aponta Denise Mazzaro Naranjo, Diretora Técnica de Assuntos de Comércio Exterior da Abiquim – Associação Brasileira da Indústria Química.

Já o item resinas termoplásticas foi o mais exportado pelo País, com vendas de US$ 367,1 milhões no mesmo período. Na comparação com o primeiro bimestre de 2011, as vendas externas de resinas termoplásticas tiveram um aumento de 5,6% em valor e de 13,8% em volume. No entanto, esse item atingiu um dos maiores déficits por grupos de produtos, superando US$ 262,1 milhões, já que as importações de resinas totalizaram US$ 629,3 milhões, valor consideravelmente maior que o resultado das exportações desses produtos.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Escola de Engenharia da UFF tem novo Diretor


Eu, Angelo Roberto S. Chagas, venho pedir licença aos prezados leitores desse blog para me manifestar na 1ª pessoa nesse “post”, pois o assunto aqui tratado é motivo de satisfação pessoal: trata-se do registro da posse, no dia 13/01, do brilhante Profº Fernando Benedicto Mainier como Diretor da Escola de Engenharia da UFF - Universidade Federal Fluminense, instituição em que me formei como engenheiro químico nos idos de 1976.
Minha turma, uma das primeiras da UFF de engenharia química (1972), teve aula com o Profº Mainier em cinco matérias diferentes. Posso dar, então, meu testemunho de sua competência não apenas como professor, mas, também, como um “conselheiro” a todos que o procuravam com qualquer dúvida sobre a carreira em questão. Esta atitude ele vem repetindo, ao longo de mais de 40 anos de magistério, em todas as turmas que deu aula, na engenharia química, química e química industrial.
A ligação que tenho com o Profº Mainier vai mais além: foi ele que me indicou o nome do Profº Pedro Ivo Canesso Guimarães para redigir o CBIP – Curso Básico Intensivo de Plásticos, iniciativa que se tornou vitoriosa na divulgação do conhecimento sobre os plásticos.
Finalizando, em meu nome e no do Jornal de Plásticos, desejo uma ótima administração ao Profº Mainier, bem como à Vice-Diretora Profª Fabiana Rodrigues Lara.

Na foto, no centro, o Profº Fernando Benedicto Mainier, ladeado por meus colegas da turma de 1972, Sérgio Pinto Amaral e José Maria Pinto Ferreira.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Colacril, Vitopel e Braskem apresentam solução sustentável para o mercado

Oferecer aos usuários de etiquetas autoadesivas uma alternativa sustentável, aliada a um programa de logística reversa, é o principal objetivo a ser alcançado pela parceria entre Colacril, Vitopel e Braskem, com o Projeto Green Liner. Lançado oficialmente na Label Summit, em maio de 2011, agora ganhou maior respaldo com a conclusão da análise de ciclo de vida do produto.

O Projeto Green Liner, com foco estratégico em sustentabilidade em todas as etapas, foi idealizado de modo que esse conceito fosse levado em conta, desde a produção inicial do liner e do autoadesivo, até o momento do seu retorno para reciclagem. Além disso, ele atende aos fundamentos da PNRS - Política Nacional de Resíduos Sólidos, pois reduz o volume de resíduos e apresenta uma solução para a sua reciclagem, considerando a responsabilidade compartilhada de todos os elos da cadeia.

A destinação adequada de liners sempre foi um desafio para os fabricantes e usuários de autoadesivos. A solução encontrada foi o desenvolvimento de um produto sustentável, em filme de BOPP (polipropileno biorientado), cujas propriedades facilitam a sua reciclagem. Desse modo, o usuário de autoadesivo pode destinar o liner de BOPP para a fabricação de um novo produto plástico, que pode ser um novo rótulo frontal ou, até mesmo, estuda-se um novo liner. Este processo possibilita a quem usa etiqueta ou rótulo autoadesivo o fechamento do ciclo de utilização do produto (berço ao berço).

As análises de ciclo de vida do produto evidenciaram as vantagens ambientais do Green Liner, principalmente no que se refere à redução de emissão de gases de efeito estufa e de resíduos sólidos, em comparação às soluções tradicionais de mercado. As empresas que aderirem ao projeto terão garantidas a rastreabilidade e a quantificação dos benefícios ambientais gerados, permitindo a apuração dos ganhos nas metas de sustentabilidade das empresas parceiras.

As empresas participantes do projeto:
Colacril, maior fabricante de autoadesivos da América Latina, que visualizou no projeto Green Liner uma forma de atender às constantes demandas do mercado por produtos de melhor desempenho, que apresentam competitividade econômica, mas que levem em conta, ainda, os aspectos de sustentabilidade. Seu equipamento de última geração, que também conta com processo de siliconização por cura UV, viabilizou a produção do liner em filme de BOPP e propiciou o desenvolvimento do projeto.

Vitopel, numa demonstração ao mercado de sua orientação em prover inovação aliada à sustentabilidade, em breve poderá transformar o Green Liner em Vitopaper®, um papel sintético feito de diversos tipos de plásticos reciclados, com tecnologia 100% brasileira. O Vitopaper® é um produto diferenciado, durável, resistente (não rasga, não molha) e visualmente agradável. Permite a escrita manual com caneta de diversos tipos ou lápis, além da impressão pelos processos gráficos editoriais usuais, como off-set plana ou rotativa. Outra vantagem é no processo de impressão, que absorve menos tinta, gerando uma economia ao redor de 20% em relação a outros materiais. Além disso, ele próprio é 100% reciclável, podendo se tornar um novo produto.

Braskem, empresa líder das Américas em produção de resinas termoplásticas e maior produtora mundial de biopolímeros, tem como visão estratégica tornar-se a líder global em química sustentável, até 2010, inovando para melhor servir às pessoas. A estratégia tem como um dos principais vetores o desenvolvimento de novos polímeros a partir de matérias-primas renováveis. A Braskem tem as questões de saúde, segurança e meio ambiente como valores empresariais e totalmente integradas à gestão das suas operações.

Produção da indústria do plástico caiu 1,5% em 2011, diz Abiplast

Perspectivas para 2012 apresentam melhora no desempenho do setor

A Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) divulga, em balanço anual, aqueda de 1,5% da produção física do setor, que encolheu de 6 milhões de toneladas, em 2010, para 5,9 milhões em 2011. “A expectativa é de que esse indicador suba para 2% no acumulado de 2012, porém apenas mantendo o crescimento registrado no ano passado”, analisa José Ricardo Roriz Coelho, presidente da entidade.

Ainda no comparativo 2010 e 2011, o estudo apresentou um suave aumento de 2% nas exportações dostransformados plásticos, enquanto as importações cresceram 20%. “O grande vilão de nossa indústria é o valor dos insumos, em especial das resinas, pelas quais pagamos mais caro do que nossos concorrentes. Além disso, há a excessiva carga tributária, o câmbio desfavorável e os juros muito altos, a despeito da retração para 11% da Selic, que acaba de ser anunciada pelo Copom. Estamos perdendo mercado e teremos mais dificuldades de exportar, não só pela baixacompetitividade endêmica do Brasil, como pela retração econômica mundial”, explica Roriz, referindo-se ao déficit da balança comercial do setor, que triplicou em três (2008/2011) e cresceu 40% em 2011, em relação a 2010, saltando de US$ 1,36 bilhão para US$ 1,89 bilhão.

Roriz avalia que a perda de competitividade da indústria de transformação precisa ser revertida, sob pena de o Brasil parar de crescer. “O governo precisa avaliar diversos pontos, como a carga tributária, por exemplo. A indústria de transformação é o setor que mais contribui para a arrecadação de tributos: 37,4% do total, de2005 a 2009. Há, ainda, o fator agravante da burocracia, que custa R$ 20 bilhões para os brasileiros, num complexo emaranhado de 85 tributos, com normas complicadas e ambíguas. Somente a Receita Federal cria uma nova regra a cada 26 minutos!”, desabafa o presidente da entidade.

O estudo apresentou, ainda, aumento na demanda nacional por produtos transformados, que saltou de 48 bilhões para 52 bilhões em 2011, crescimento de 6,4% em relação a 2010. Porém, os dados do comércio exterior evidenciam que esse aumento está sendo suprido, em grande parte, pela importação.

Na oportunidade, Roriz questionou se o modelo da cadeia de produtos plásticos nacional está adequado para atender ao crescimento do nosso mercado, principalmente, porque os números do balanço apresentados são preocupantes. “Para evitar a retração do setor, todos os envolvidos da cadeia produtiva: o governo, a primeira, a segunda e a terceira geração da cadeia do plástico precisam repensar váriosaspectos da indústria, de modo que seja possível termos uma cadeia de produtos plásticos forte e competitiva”, comenta o executivo.

Apesar da queda da competitividade nacional, a indústria do plástico mantém-se, em 2011, como o terceiro maior setor empregador industrial do Brasil. São 357 mil empregados no ano, contra 347 mil em 2010, representando um crescimento de 3%. No Estado de São Paulo, o setor é o segundo maior empregador industrial e fechou o ano com cerca de 190 mil trabalhadores.