quinta-feira, 16 de abril de 2015

Produção e demanda nacionais de resinas termoplásticas registram queda em 2014

Queda na produção sem a contrapartida no aumento das importações mostram redução da demanda interna pelas principais resinas termoplásticas no ano passado, em relação a 2013

O conjunto das principais resinas termoplásticas produzidas no Brasil teve desempenho negativo em 2014, em relação ao ano anterior. De acordo com dados levantados pela equipe de Economia e Estatística da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), a produção do conjunto de resinas termoplásticas registrou queda de 4,0% nesse período e as vendas externas dos mesmos produtos caíram 1,6% em volume. Nessa mesma comparação, somente as importações cresceram 0,6%. Dessa forma, o Consumo Aparente Nacional (CAN) de resinas termoplásticas, importante medida da demanda interna por esses produtos (produção + importação - exportação), registrou queda de 3,2% no ano passado, sobre 2013. O peso das importações sobre o CAN foi de 28%, atingindo um dos valores mais altos da década.
Os números divulgados pela Abiquim refletem o cenário desfavorável que o setor químico nacional tem vivenciado. De acordo com a diretora de Economia e Estatística da Abiquim, Fátima Giovanna Coviello Ferreira, o quadro atual de baixa competitividade da indústria decorre das incertezas em torno do fornecimento de água e energia, da elevação dos custos de produção – particularmente no tocante às matérias-primas básicas, em comparação àquelas ofertadas a partir do shale gas no mercado americano –, da alta carga tributária e das deficiências de infraestrutura.
Fátima Giovanna explica ainda que o recuo da demanda está associado à atividade econômica nacional como um todo, refletida no fraco desempenho do PIB e, em especial, do PIB industrial. “As resinas estão presentes em diversas importantes cadeias, cujo desempenho não tem sido animador no período recente, com destaque, as indústrias automobilística, de construção civil e de bens duráveis. No entanto, a redução da demanda também traz uma outra preocupação ao setor, que é a de que pode estar havendo um aumento da importação de produto acabado. Esses dados serão monitorados em detalhe”, afirma a diretora da Abiquim.
A abertura das variáveis das resinas termoplásticas mostra que o resultado negativo na produção apareceu em quase todos os produtos no ano passado, em comparação com 2013. Com exceção do policloreto de vinila (PVC), cuja produção cresceu 1,0% nesse período ainda em decorrência de nova capacidade instalada em 2012, todas as demais resinas apresentaram queda, sendo que a maior redução na produção foi registrada no grupo PET (grau garrafa), com queda de 7,5% em 2014 sobre 2013. As produções dos demais produtos apresentaram o seguinte desempenho: polietilenos (-6,8%), EVA (-3,1%), polipropileno (-2,1%) e poliestireno (-1,6%).
A queda na demanda interna (CAN) das resinas termoplásticas foi puxada especialmente pelo PET (grau garrafa), cuja variável caiu 13,2% em 2014 sobre o ano anterior. As demais resinas que apresentaram redução no CAN foram: polipropileno (-5,3%), PVC (-3,2%) e poliestireno (-0,3%).
Em relação à balança comercial das resinas termoplásticas, em volume, o déficit de resinas cresceu 4,3% em 2014 sobre 2013, alcançando 674 mil toneladas, contra 240,9 mil, observadas em 2010. Nesse período, as importações cresceram 0,6% enquanto que as exportações caíram 1,6%. Cabe destacar o crescimento das importações nos grupos polietilenos (10%) e polipropileno (7,0%). Outra constatação importante é que, pela primeira vez, o saldo comercial com os países do Mercosul foi deficitário, em 30,8 mil toneladas, contra um resultado superavitário de 41,2 mil toneladas no ano anterior.
Outra variável que preocupa o setor e reflete a deterioração do ambiente interno de produção é a de utilização de capacidade instalada das fábricas de resinas. Em 2014, as empresas operaram com uma média de 78%, três pontos abaixo da do ano anterior. De acordo com Fátima Giovanna, devido à característica da operação em processo contínuo, essas plantas deveriam estar operando entre 87% e 90%. “A ociosidade de 22% não só é preocupante no curto prazo, como também desestimula a atração por novos investimentos no setor no médio prazo”, afirma a diretora.
Vale ressaltar que, nos últimos anos, as empresas brasileiras que atuam nesse segmento realizaram importantes investimentos em elevação de capacidade instalada, bem como em pesquisa e inovação e no desenvolvimento de novas aplicações, não obstante as dificuldades do ambiente de competitividade nacional. Ainda segundo a diretora da Abiquim, é possível constatar que o setor teria condições de atender praticamente à quase totalidade da demanda se reduzisse o atual nível de ociosidade. “A Abiquim acredita que dificilmente o quadro negativo observado no ano passado conseguirá ser revertido curto prazo, especialmente porque não tivemos mudanças no quadro de competitividade. Nesse contexto, é fundamental que as medidas que vêm sendo defendidas pela Associação possam ser implementadas para tentar reverter o quadro, transformando as oportunidades de crescimento da demanda nacional em elevação de produção, num primeiro momento, e novos investimentos, no futuro próximo”, ressalta Fátima Giovanna.

Coplast
A Comissão de Resinas Termoplásticas da Abiquim (Coplast) trata dos assuntos do conjunto dos polietilenos (PEAD, PEBD e PEBDL), polipropileno, poliestireno, policloreto de vinila, EVA e PET (grau garrafa). O grupo foi criado em 1993, com o objetivo de buscar contínua participação das empresas produtoras de resinas termoplásticas na economia brasileira, dentro de padrões aceitos pela comunidade em geral, pelas entidades ambientalistas e pelos setores públicos, preservando seus objetivos empresariais de atuação competitiva, prioritariamente no mercado nacional e, também, no internacional.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Abief empossa novo presidente

O empresário Herman Moura, Diretor da Lord Plastics, foi eleito Presidente da ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis) para o período 2015-2017. Na cerimônia de posse, que aconteceu dia 09 de Abril, no Hotel Renaissance, em São Paulo, o novo Presidente ressaltou dois aspectos que marcarão sua gestão: a necessidade de fortalecer a cultura e o profissionalismo do setor e o emprenho total na maior integração entre todos os elos da cadeia produtiva.
“Infelizmente ainda nos deparamos com empresas e empresários praticando modelos de gestão defasados e desconectados com a atual situação do mercado”, pontuou. Segundo Herman, um dos pontos cruciais é a formação de preços. Ele promete promover workshops e seminários didáticos sobre o tema, de forma a mostrar para os empresários do setor a importância de conhecer seus custos e formar preços condizentes com as necessidades da empresa e que, ao mesmo tempo, garantam competitividade nacional e internacional.
Sobre a maior integração entre os diversos elos da cadeia de valor, Herman acredita que a ABIEF tenha um papel estratégico. “É justamente na Associação que podemos ter um território neutro que permita a todos discutir temas pertinentes ao desenvolvimento sustentável do setor e promover a interação entre os vários segmentos a partir da troca de experiências e de conhecimento. Todos estão convidados a participar destas discussões, dos fornecedores de matérias primas até os recicladores e o varejo.”
Em seu discurso de posse, Herman Moura enfatizou ainda que dará prosseguimento a todas as atividades tradicionais e bem sucedidas da ABIEF como os Seminários de Capacitação, o Fórum Latino-Americano Flex, publicações e informativos semanais. “O trabalho de meu antecessor, empresário Sergio Carneiro, foi exemplar. Minha proposta é continuar o que está consolidado e empreender para atender às novas demandas dos associados e do mercado em geral. É preciso acompanhar a evolução da sociedade, especialmente em um cenário de tantas incertezas como o atual.”
A lista completa da nova Diretoria da ABIEF para o biênio 2015/2017 está disponível no site www.abief.org.br.

terça-feira, 31 de março de 2015

Eduardo Bomfiglio traz noções de coaching a Reunião-jantar do Simplás

Por que umas empresas formam equipes e outras não é pergunta 
que será respondida no dia 6, a partir das 19h30, na CIC
Consultor, master coach com certificação internacional pela Graduate School of Master Coaches (EUA/Reino Unido/Austrália), bacharel em Direito, pós-graduado em Filosofia, empresário, professor, presidente de associação de classe, consultor, autor do livro Um coach chinês – A transformação pelo coaching e co-autor do livro Coaching, desenvolvendo pessoas e acelerando resultados, Eduardo Bomfiglio é o nome selecionado para abrir o calendário oficial de eventos do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás), em 2015. A primeira Reunião-jantar do ano abordará liderança e retenção de talentos na próxima segunda-feira (6), a partir das 19h30, na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul (RS).
Por que umas empresas formam equipes e outras não é a pergunta que servirá como ponto de partida para a abordagem de Bomfiglio, na palestra com expectativa de reunir aproximadamente 200 pessoas, entre associados do Simplás, executivos do setor industrial, educadores, representantes do poder público e da imprensa.
A Reunião-Jantar é um dos principais eventos do calendário oficial do Simplás e costuma ter de três a quatro edições anuais com espaço para abertura de relacionamentos e geração de negócios, antes das apresentações de convidados de expressão nacional. Em 2014, por exemplo, os participantes puderam trocar conhecimentos com o vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Marcopolo, José Antônio Fernandes Martins, o consultor eleito por quatro anos consecutivos melhor professor nos cursos de MBA da FGV, Eduardo Maróstica, e o ex-ministro das Comunicações, ex-presidente do BNDES e atual presidente da fabricante de caminhões chinesa Foton no Brasil, Luiz Carlos Mendonça de Barros.
Sobre o Simplás
O Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás) representa mais de 500 empresas de transformação que geram acima de 13 mil empregos diretos em oito municípios (Caxias do Sul, Coronel Pilar, Farroupilha, Flores da Cunha, Garibaldi, Nova Pádua, São Marcos e Vale Real), com estimativa de faturamento anual superior a R$ 4 bilhões. Em um raio de 50 quilômetros, a área de abrangência do Simplás apresenta a maior concentração de indústrias de transformação de plástico do Brasil.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Recursos da indústria e projetos de clientes avançam com Plásticos Especiais da Eastman

As mais recentes tecnologias e colaborações estão sendo apresentadas na feira  NPE2015

Eastman Chemical Company está ajudando com os avanços na indústria de plásticos, fornecendo novos recursos para seus clientes com seu portfólio de plásticos especiais. Esses novos recursos, bem como as colaborações inovadoras, estão sendo apresentados durante a NPE2015, feira que acontece até 27 de março em Orlando, na Flórida. A Eastman promove um evento de mídia e apresenta suas colaborações aos visitantes na Sala S230D do Centro de Convenções de Orange County. Um complexo molde multi-cavidade desenvolvido pela Prestige Mold Incorporated e as mais recentes adições da TritanMoldIt.com da Eastman estão entre as inovações que estão em exposição.
"A NPE é uma importante feira para nós - é a plataforma ideal para conectar-se com alguns dos nossos mais importantes colaboradores e explorar novas ideias", disse Burt Capel, vice-presidente e gerente geral da Eastman. "Nossa equipe sai da NPE sentindo-se inspirada e ansiosa para desenvolver sobre as conversas com clientes durante a feira. Esse impulso é claramente visto após o término da feira, e os projetos são revigorados com novas ideias".
Avançando em moldagem
A Prestige Mold, um fabricante de moldes de injeção plástica de alta tecnologia, e a Pres-Tek Plastics Incorporated, um centro tecnológico e de moldagem médica, trabalharam com a Eastman para desenvolver um molde multi-cavidade de câmara quente para a produção de pequenas peças médicas. A ideia para o molde foi motivada pelas necessidades de clientes por peças pequenas de dispositivos médicos que são livres de bisfenol A (BPA), e que possam suportar esterilização e produtos químicos. Para atender a estas necessidades, a Prestige Mold e a Eastman colaboraram para desenvolver um molde que funcionou bem com o copoliéster Tritan™ Eastman, um material durável, com alta flexibilidade de design. A Pres-Tek validou o molde. Agora, Prestige Mold e Eastman podem ajudar a reequipar ou construir novos moldes para fabricantes, permitindo a economia de tempo e custo. Participantes da NPE2015 podem ver o molde em ação durante a feira, já que a fabricante de máquinas Milacron, executa um encaixe luer para sistemas IV em seu estande, W2703.
Na sala de reuniões da Eastman, os participantes podem acumular inspiração da TritanMoldIt.com. O website foi criado a fim de fornecer aos moldadores um recurso direto para o processamento de soluções, o compartilhamento de conhecimentos e experiências, bem como a aquisição de conhecimentos técnicos em moldagem por injeção com copoliéster Tritan™ Eastman. O website inclui uma seção Pergunte ao Especialista, no qual as questões dos leitores são respondidas dentro de 24 horas, e um blog, que fornece liderança de pensamento em relação aos temas de interesse. A Eastman planeja fazer atualizações ao website no ano que vem, incluindo a adição de várias traduções em idiomas asiáticos no início de abril e vídeos “como fazer”.
Avançando nos negócios
Além da expansão dos relacionamentos no setor de plásticos especiais da Eastman, os negócios também estão crescendo. A companhia possui um dos maiores portfólios do mundo de produtos de copoliéster, exibindo uma série de propriedades térmicas, físicas e reológicas. A equipe de cientistas da empresa e engenheiros de polímeros está aprimorando constantemente o portfólio, criando soluções práticas para os desafios emergentes.
A Eastman está ampliando a sua capacidade de copoliéster Tritan™ em 16.000 toneladas e começou a trabalhar em uma expansão separada com capacidade de 60.000 toneladas. Este mês, a empresa lançou também um novo website, tritanfromeastman.com, para compartilhar a história Tritan com consumidores. Ele é destinado a educar os consumidores sobre o material e suas aptidões, juntamente com os produtos exclusivos - incluindo pequenos eletrodomésticos e artigos para bebidas - que são feitos com ele.
Os produtos em exposição durante a NPE2015 incluem o BlokRok e a SOAPSEAT® da Krevare LLC. O BlokRok é um dispositivo de patente norte-americana que torna a aplicação de protetor solar rápida e livre de sujeira. O aplicador de loção recarregável é feito com polímeros celulósicos Tenite™ Eastman. Tenite permite que o dispositivo seja durável e mantenha sua cor e clareza. A Soapseat da Krevare é uma saboneteira livre de BPA e resistente a produtos químicos, que pode ser usada em lava-louças, feita com copoliéster Tritan™ Eastman. A flexibilidade de design proporcionada pela Tritan permite a aparência personalizada da Soapseat. Ela vem em quatro cores com uma base niquelada polida, durável e com altura ajustável.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Torneio de hóquei dos Jogos Olímpicos Rio 2016 será disputado em gramado sintético de padrão mundial produzido com tecnologia Dow

Companhia Química Oficial dos Jogos Olímpicos, a Dow trabalha com cliente estratégico para fornecer de superfícies de alto desempenho para os campos do Centro Olímpico de Hockey
Baseado no sucesso da experiência dos Jogos Olímpicos Londres 2012, a solução inovadora de grama sintética produzida com as tecnologias de polietileno (PE) e poliuretano (PU) da Dow será a superfície oficial dos campos onde acontecerão as disputas de hóquei dos Jogos Olímpicos Rio 2016, na Região de Deodoro.
A Dow, Companhia Química Oficial dos Jogos Olímpicos, vai trabalhar novamente em parceria com a Polytan STI, empresa com sede na Alemanha e fornecedora líder de superfícies esportivas para áreas internas e externas, para oferecer uma solução de grama sintética de alto desempenho, maior confiabilidade e velocidade para os melhores jogadores de hóquei do mundo que estarão no Rio. A Dow e seu cliente trabalharam juntos no Riverbank Arena, durante os Jogos Olímpicos Londres 2012, e ajudaram a definir um novo padrão para os mais importantes campeonatos de hóquei sobre grama do mundo.

Características inovadoras
Dois campos e uma área de aquecimento do Centro Olímpico de Hóquei, localizado no Parque Olímpico de Deodoro, além de dois campos a serem construídos na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), contarão com uma superfície de jogo completa, composta de materiais específicos de alto desempenho unidos por meio de camadas múltiplas. O sistema de superfície é projetado para oferecer maior durabilidade, aumentando a vida útil do campo e garantindo uniformidade durante o intenso cronograma de competições dos Jogos.
A produção de grama sintética é um processo complexo. O sistema começa com a produção da base principal (masterbatch) e dos fios para a grama. Os passos seguintes, de inserção de tufos e desenvolvimento do suporte, proporcionam uma liga mais resistente, mesmo quando a grama está molhada. Para a camada superior da superfície, o fio polimérico proporciona resistência ao desgaste e absorção de energia, combinado com suavidade e velocidade. Este sistema de grama completo, que embute propriedades de amortecimento, oferece propriedades de estabilidade, durabilidade, absorção de impactos e redução de esforço, beneficiando os jogadores e o esporte.
O sistema com certificação internacional também possui capacidade de coloração, o que possibilita características estéticas e de design personalizadas para a superfície de jogo. As Olimpíadas de Londres 2012 marcaram o primeiro campeonato olímpico de hóquei em gramado azul da história. O azul permite que jogadores, equipe de arbitragem, espectadores e profissionais de mídia acompanhem mais facilmente o jogo por oferecer um alto nível de contraste com a bola amarela e as linhas demarcatórias brancas.
“O posicionamento único da Dow como Companhia Química Oficial dos Jogos Olímpicos e líder global no setor de plásticos, combinado à experiência de nosso cliente em superfícies de jogo sintéticas, nos permite oferecer as melhores condições de gramado para os maiores atletas do mundo – não só de hóquei, mas também de outros esportes”, destacou Ana Carolina Haracemiv, Diretora Global de Marketing para a unidade de Embalagens e Plásticos de Especialidade da Dow. “A solução que desenvolvemos em conjunto é durável, exige pouca manutenção, mantém-se uniformemente plana e veloz partida após partida, além de não necessitar de água como a grama natural”.

Contribuindo para o legado Olímpico no Rio
Além dos atletas olímpicos, os cidadãos do Rio se beneficiarão das inovadoras superfícies de jogo que serão instaladas em Deodoro, uma vez que o parque olímpico será um dos principais legados da cidade após o término das Olimpíadas. A Dow e seu cliente planejam doar material para a construção dos campos de hóquei a fim de garantir seu uso em longo prazo.
“A contribuição que estamos recebendo da Dow e seu cliente é um exemplo extraordinário de como os Jogos Olímpicos Rio 2016 estão transformando – para melhor – a nossa cidade e suas comunidades”, afirmou Sidney Levy, CEO do Rio 2016. “São necessários verdadeiro espírito olímpico, parcerias sólidas e cidadania corporativa para que possamos oferecer esse legado único para o futuro do Rio”.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Carlos Fadigas assume a Presidência da Abiquim

O executivo Carlos Fadigas, presidente da Braskem, foi eleito ontem presidente do Conselho Diretor da Abiquim – Associação Brasileira da Indústria Química para um mandato de dois anos, até março de 2017.
Como presidente do Conselho da Abiquim, Fadigas tem o desafio de lutar pelo aumento da competitividade do setor, que vendo sendo comprometida por fatores externos como deficiência da infraestrutura, alta carga tributária, juros elevados, além dos altos custos de insumos e de matérias-primas estratégicas.
“A indústria química e petroquímica tem uma importância inequívoca no desenvolvimento do Brasil, com a presença de produtos químicos em várias cadeias produtivas. Entretanto o setor vem enfrentando nos últimos anos um processo de desindustrialização que precisa ser revertido”, diz Carlos Fadigas. “Para isso, é necessário um esforço estruturado e consistente de resgate dos fatores que afetam a competitividade da indústria.”
A Assembleia Geral Ordinária realizada ontem também promoveu alterações no Conselho Diretor da Abiquim. O novo Conselho é composto pelos presidentes e principais executivos de 37 empresas químicas brasileiras e multinacionais com atuação no País. Foram eleitos também os novos integrantes do Conselho Fiscal da entidade para os próximos dois anos.
A indústria química é o quarto maior PIB industrial respondendo com aproximadamente 10% de participação do setor no Brasil. Em 2014, faturou mais de R$ 350 bilhões. O setor reúne 976 unidades industriais em todo o território brasileiro.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Importações de produtos químicos somam US$ 3,2 bilhões em janeiro: resinas termoplásticas foram os produtos químicos mais importados e os mais exportados no mês

Recente recuo do déficit comercial possui caráter conjuntural e não alivia pressões externas

As importações brasileiras de produtos químicos totalizaram US$ 3,2 bilhões em janeiro de 2015, o que representa uma redução de 7,1% na comparação com o mês de dezembro passado e de 9,3% na comparação com janeiro de 2014. Já as exportações, de US$ 1,1 bilhão, também acusaram quedas de 9,6% e de 7,4%, respectivamente nos mesmos períodos. As resinas termoplásticas foram, concomitantemente, os produtos químicos mais importados e os mais exportados pelo País no mês, representando 12,5% (US$ 397,5 milhões) do total importado em janeiro e 14,3% (US$ 157,3 milhões) das vendas externas brasileiras de produtos químicos.
O resultado da balança comercial de produtos químicos indicou um déficit de aproximadamente US$ 2,1 bilhões no primeiro mês do ano e de mais de US$ 30,9 bilhões nos últimos doze meses.
Em termos de volumes, as importações de 2,6 milhões de toneladas representam uma diminuição de 6,9% em relação a janeiro passado e de expressivos 16,6% na comparação com dezembro de 2014. Por sua vez, as exportações de 1,4 milhão de toneladas significaram um crescimento de 7,1% em relação a janeiro de 2014 e de 4,4% em relação a dezembro passado.
Para a diretora de Assuntos de Comércio Exterior da Abiquim, Denise Naranjo, os números da balança comercial de produtos químicos em janeiro carregam fortes traços do comportamento observado ao longo de todo o segundo semestre do ano passado. “O recente e leve recuo do déficit em produtos químicos não pode ser visto como um alívio para o setor, pois, infelizmente, possui caráter conjuntural, marcado pela conjugação de preços internacionais deprimidos e de fraco desempenho de toda a indústria de transformação no País”, destaca Denise.
Ainda na visão da diretora, são imperativas medidas com foco na competitividade industrial e no fomento à exportação. “Para que efetivamente possamos vislumbrar uma mudança estrutural no perfil da balança comercial em produtos químicos são necessárias ações imediatas de fortalecimento do ambiente de negócios no Brasil e na região (Mercosul), como a garantia de níveis tarifários saudáveis para novas produções (indústria nascente), e de fomento à exportação, a exemplo do aguardado Plano Nacional de Exportação, atualmente em elaboração com participação intensa de toda a indústria”.