sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Cooperação Tecnológica Comercial entre Brasil e Israel na Indústria do Plástico

Plastic Solution: Uma nova empresa de avançadas tecnologias 
israelenses se instalando no Brasil
O Consulado de Israel em São Paulo, por meio do seu Departamento Econômico/Missão Econômica realizou um evento no Auditório da Casa do Plástico (Abiplast - Associação Brasileira da Indústria do Plástico), quando estiveram presentes no Brasil pesquisadores vindos de Israel, os Professores Amir Aloni e Raz Shetrit, representando, respectivamente, as empresas Emerald e Imdecol Ltd.

Em parcerias estratégicas com a empresa nacional Plastic Solution, essas duas empresas, agora com unidades produtivas no País, representam importante referência a nível mundial, para qualidade, produtividade, competitividade e consequente formação de valor para seus clientes:

A Imdecol Ltd, que já vem colocando com sucesso seus produtos de robótica no Brasil estará, brevemente, com uma unidade industrial, para fabricação de seus produtos. Vai iniciar a fabricação local de robô com eixo lateral para etiquetagem, rotulagem e decoração de peças injetadas, sopradas e termo formadas, em menos de 1 segundo por peça.

Por seu turno, a Emerald, já estabeleceu no Brasil o seu escritório de consultoria e prestação de serviço para disponibilizar o sistema LeaderMES que, por sua vez, proporciona avançada gestão de produção,por meio de um sistema de software/hardware, especialmente concebido para aumento da eficiência da indústria. Este sistema, normalmente é posicionado no vácuo existente entre o sistema ERP e as máquinas do chão de fábrica.

O investimento nestes sistemas se paga com maior eficiencia em produtividade em função de redução drástica do desperdício em tempo, matéria prima e produto acabado fora dos padrões

Após a sessão de perguntas, foram feitos dois sorteios de viagens a Israel entre as empresas presentes, para seus profissionais fazerem um estágio tecnológico e conhecerem a Terra Santa. As empresas ganhadoras do sorteio foram Costapacking e Amcor. (Fonte: Abiplast - Associação Brasileira da Indústria do Plástico).

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

DSM introduz grade de extrusão ao portfólio de polímero da poliamida 410 EcoPaXX

Royal DSM, empresa global de Ciências da Vida e dos Materiais, introduziu um grade de extrusão de maior viscosidade ao seu portfólio de poliamida 410 EcoPaXX ™ para os mercados de películas, fibras e monofilamentos, que tanto valorizam a excelente estabilidade térmica, ampla gama de processamento e ótima resistência à fusão encontradas no EcoPaXX. A introdução acontece após a adoção bem sucedida do polímero pelo mercado de moldagem por injeção.

"O sucesso no desenvolvimento do EcoPaXX é um exemplo claro do compromisso da DSM com a sustentabilidade. Após sua introdução no mercado, desenvolvimento e comercialização subsequentes de aplicações posteriores, a DSM aumenta sua produção de polímeros para total escala industrial. Além disso, a produção pode ser ampliada ainda mais, permitindo que a DSM atenda plenamente às exigências dos clientes”, afirma Kees Tintel, gerente de negócios do EcoPaXX.

O EcoPaXX, gama de produtos de poliamida 410 de base biológica, começou a ser desenvolvido pela DSM em 2009, sendo introduzido e muito bem recebido pelo mercado já no ano seguinte. Hoje ele é usado em uma ampla gama de aplicações que se beneficiam de sua combinação única de excelentes propriedades e histórico ecológico.

No mercado automotivo, o EcoPaXX é aplicado com sucesso em revestimento para motores turbo pela Daimler, BMW e Bentley, principalmente em razão de sua combinação única de resistência à alta temperatura, estabilidade dimensional e superfície de alta qualidade. A VW escolheu o EcoPaXX para uso em um de seus mais recentes motores para o revestimento do virabrequim, onde a resistência ao calor e aos produtos químicos, juntamente com a estabilidade dimensional, são requisitos fundamentais. Por causa de sua boa resistência a combustíveis, o EcoPaXX é utilizada por vários clientes em uma série de aplicações de contato com combustível. O produto também é extremamente resistente a meios polares, como líquidos de arrefecimento.

Em outros segmentos de mercado, como o da construção civil, o EcoPaXX é usada em perfis isolantes para janelas de alumínio.Nestes casos, a combinação de suas características ecológicas com sua elevada resistência à temperatura faz com que ele seja adequado para cobertura a pó, em linha, a mais de 200ºC.

Na indústria de esporte e lazer, onde a combinação de rigidez com resistência e/ou recuperação de curvatura costumam ser requisitos importantes, o EcoPaXX encontra muitas aplicações, como bindings (peça que prende a bota) de esqui e/ou snowboard, além de outras utilidades para esportes de inverno. Devido à sua excelente resistência à hidrólise, o EcoPaXX é também usado em rodízios para carrinhos de companhias aéreas que precisam resistir à limpeza a vapor pressurizado.

Por causa de sua excelente estabilidade térmica, ampla faixa de processamento e resistência à fusão, o EcoPaXX também oferece vantagens em aplicações, como tubos, películas e fibras.

DSM - Bright Science. Brighter Living™ :
A Royal DSM é uma empresa mundial baseada na ciência, com atividades nas áreas de saúde, nutrição e materiais. Ao combinar suas competências únicas em Ciências da Vida e dos Materiais, a DSM gera prosperidade econômica, progresso ambiental e avanços sociais para criar valor sustentável para todos os envolvidos. A DSM oferece soluções inovadoras que nutrem, protegem e melhoram o desempenho em mercados mundiais como alimentos e suplementos dietéticos, cuidados pessoais, rações, produtos farmacêuticos, dispositivos médicos, peças automotivas, tintas, componentes elétricos e eletrônicos, energia alternativa e materiais biológicos. Os 22.000 funcionários da DSM geram vendas líquidas anuais de cerca de 9 bilhões de euros. As ações da empresa são negociadas na NYSE Euronext. 

Avery Dennison fecha 2013 com diversas ações e produtos sustentáveis


Vinhedo, Brasil — Fevereiro, 2014 — A Avery Dennison fechou 2013, conforme informaram, com um balanço bastante positivo de ações sustentáveis: houve um aumento importante na redução de resíduos enviados para os aterros, não apenas na planta de Vinhedo (Brasil), mas em todas as operações da Avery Dennison na América do Sul. Em 2013 a porcentagem de resíduos enviados para reciclagem ou geração de energia foi superior a 70% na região, contra os 60% registrados em 2012. Como explica Ronaldo Mello, Vice Presidente do Grupo de Materiais da Avery Dennison América do Sul, “o resultado foi fruto de todas as soluções inovadoras desenvolvidas com base em tecnologias de ponta e na parceria com nossos clientes e fornecedores”.

O desempenho sul americano está alinhado à estratégia global da empresa: descarte zero de resíduos em aterros, em todas as plantas a longo prazo. A Avery Dennison espera reduzir o descarte em 85% até 2015, tendo por base o ano de 2010. “Implantamos diversas iniciativas na América do Sul, em colaboração com parceiros externos, para reduzir, re-utilizar ou reciclar estes resíduos” continua Mello.

Quando a reciclagem não é possível, a empresa conta com a opção de utilizar os resíduos para geração de energia. “Estas ações são inspiradas no sucesso que tivemos nos últimos dois anos através de uma estreita colaboração com outros elos da cadeia de valor e culminaram em resultados que ajudaram nossos acionistas a atingirem as metas ambientais e sociais, além melhorar nossa performance como um todo.”

Somente as plantas de Vinhedo (Brasil) e San Luís (Argentina) reduziram o descarte de resíduos em aterros, em 2013, em 80%. A redução dos volumes de resíduos descartados nos Centros de Distribuição de Porto Alegre e Recife (Brasil), Buenos Aires (Argentina), Santiago (Chile), Envigado (Colômbia) e Lima (Peru) foi um pouco menor, mas a meta para 2014 é atingir os 80% de redução em toda a região Sul Americana.

Além das ações industriais, a Avery Dennison também se preocupa com o desenvolvimento e lançamento de materiais com menor impacto ambiental. Entre os produtos lançados em 2013 na América do Sul destacam-se o CleanFlake™ (possibilita a reciclagem eficiente do PET); o MultiCycle™(material para rótulos autoadesivos permanente que resiste a mais de 30 ciclos de vida de uma garrafa) e o portfólio de filmes com o adesivo CleanCut™ (estruturas mais finas, limpas e transparentes). Em 2014 serão lançados filmes e papéis mais finos, com alta produtividade de conversão e rotulagem.

Outro fato importante para a sustentabilidade da operação da Avery Dennison na América do Sul é a oferta de materiais com o selo FSC® (Forest Stewardship Council®), uma certificação internacional concedida a empresas que promovem o respeito às práticas florestais responsáveis. Em agosto de 2013 o número de produtos certificados pulou de 13 para mais de 70 em toda a região. “Antes as certificações eram apenas para produtos em folhas, a partir da segunda metade de 2013 obtivemos a certificação também para materiais fornecidos em bobinas”, celebra Ronaldo Mello.

Para 2014 a empresa garante que investirá pesado para tornar as plantas da Argentina (sites de Buenos Aires e São Luis) e Colômbia (site de Envigado) aptas a comercializar produtos com a certificação FSC. A estimativa é obter estas certificações, respectivamente, em Março e Junho de 2014.

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Sobre a Avery Dennison
A Avery Dennison (NYSE:AVY) é líder global em materiais para rótulos e embalagens. As aplicações e tecnologias da empresa integram os mais importantes produtos de consumo utilizados por grandes mercados e pela indústria. Com operações em mais de 50 países e 26.000 funcionários ao redor do mundo, a Avery Dennison brinda seus clientes com insights e inovações que ajudam a tornar cada marca mais inspiradora e o mundo mais inteligente. Sediada em Pasadena, Califórnia (EUA), a empresa registrou um faturamento de US$ 6 bilhões em 2012. 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Sobre desindustrialização no Brasil e comércio internacional


Existem diversas correntes, tanto no governo quanto no meio empresarial, ora entendendo que há desindustrialização, ora garantindo que o país está em franca expansão. O comércio internacional é sim uma necessidade em um mundo globalizado. Apenas deve ser regido por regras corretas e não predatórias. A nossa defesa será na igualdade das relações comerciais internacionais. Não é possível e nem viável economicamente concorrermos com regras desiguais. Assim, vamos buscar, em todos os níveis da gestão pública e privada, a melhoria da nossa competitividade. Temos muitas lições de casa para fazer em nossas empresas. E o governo precisa reorganizar muitas das regras atuais. As últimas ações tomadas pelo governo federal no sentido de alavancar o setor industrial mostram claramente o entendimento de que havia “algo errado” no ar. Gradativamente pode-se perceber uma melhora. Entretanto, há setores que continuam sofrendo e o ferramenteiro é um deles. É preciso esclarecer que tanto os entraves quanto os desafios estão postos para duas componentes importantes da cadeia produtiva: os empresários e os governos municipal, estadual e federal. Nossos desafios, no setor ferramenteiro, vão além da carga tributária excessiva, da escassez de mão-de-obra qualificada, dos maciços investimentos em tecnologia e das dificuldades de gestão do negócio nos mais diversos aspectos. Estes fatores e a concorrência internacional acirrada que temos enfrentado nos últimos anos exigiram que nos concentrássemos em buscar ações rápidas para superar essa fase.
Um grande diferencial e impeditivo para o crescimento dos fabricantes nacionais é a complexa legislação de nosso país. Além de diversas outras leis, precisamos urgentemente regulamentar o comércio exterior de ferramentais, por exemplo, na exigência de responsabilidade técnica nos moldes importados. As ferramentarias nacionais são monitoradas pelo Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA), que exige, por meio de seus Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA) e de uma lei federal, a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), onde um profissional (engenheiro ou técnico mecânico) assina a responsabilidade pelos produtos fabricados aqui. Entretanto, um ferramental importado não tem essa exigência. Isso tem dois lados negativos: o primeiro é uma desigualdade com os fabricantes nacionais e o outro, é a falta de um responsável em caso de alguma falha técnica ou acidente. Neste caso, o próprio cliente é o prejudicado. Outro desafio (não menos importante) é a redução ou eliminação de cobrança de impostos sobre os meios produtivos. Em qualquer país desenvolvido os impostos sobre a venda de máquinas são mínimos (ou até não existem), pois elas são a base da indústria de um país. O imposto deve ser cobrado na ponta, sobre o produto produzido. Nestes países, o acesso a financiamentos é facilitado. As taxas de juros são baixíssimas. Também a revisão da legislação trabalhista, no sentido de desonerar a folha, traria fortes benefícios à competitividade de todos os setores produtivos do Brasil. Esse item já está sendo negociado entre empresários, governo e sindicatos. Por fim, a reforma fiscal e tributária é a única saída para o futuro desse país. Essas são tarefas a serem conduzidas junto aos órgãos públicos. As medidas tornariam os custos de fabricação bem mais enxutos e, consequentemente, o preço final muito mais atrativo. São muitos os desafios para superar, mas todos possíveis de realizar no curto e no médio prazos.
Christian Dihlmann, Presidente da 
Abinfer - Associação Brasileira da Indústria de Ferramentas

domingo, 22 de dezembro de 2013

SPI nomeia Montesino como representante da NPE 2015 na América Latina


A SPI - The Plastics Industry Trade Association nomeou a Montesino Technologies, Inc. como representante de vendas da NPE2015 na América Latina, conforme anunciou  Brad Williams, diretor de marketing e vendas da SPI.
Promovida pela SPI, a NPE2015 ocorrerá dos dias 23 a 27 de março de 2015 em Orlando, Flórida. A Montesino é responsável pelas vendas de espaço de exposição para empresas da América Latina e por dar suporte ao programa da SPI, com o objetivo de atrair mais visitantes da região do que os que participaram da NPE em 2012, na qual houve participação recorde de latino-americanos.
“A SPI espera um aumento ainda maior na participação de expositores e participantes da América Latina na NPE2015, graças ao forte crescimento do setor de plásticos em muitos países da região”, afirmou Williams. “A ampla experiência da Montesino no atendimento de clientes do setor de fornecimento de plásticos e matérias-primas na América Latina nos ajudará a compreender e atender melhor este valioso segmento do público da NPE, o que permitirá que ofereçamos a eles uma experiência ainda melhor na exposição”.
Fundada em 1996, a Montesino atua como consultora e representante de fabricantes, com experiência específica em produtos da área da saúde e de embalagens de plástico. Grande parte de seu trabalho se concentra em mercados da América Latina.
 Além de sua sede mundial localizada em Wilmington, Delaware, EUA, a empresa tem uma sede regional no Brasil. A Montesino oferece aos clientes informações sobre a NPE no idioma de sua preferência: espanhol, português ou inglês.
O líder da equipe de vendas da América Latina para a NPE2015 é Peter Schmitt, diretor executivo da Montesino que trabalhará, em conjunto, com Migna Liz Vega-Morales.

Braskem anuncia acordo para a compra da Solvay Indupa

Aquisição visa fortalecer a cadeia de PVC e soda

Carlos Fadigas, presidente da Braskem

A Braskem, maior produtora de polímeros das Américas e líder global de biopolímeros, anunciou, dia 17/12, a assinatura de um acordo com o grupo Solvay para a compra de 70,59% do capital votante e total da Solvay Indupa S.A.I.C.
A aquisição confirma o compromisso da Braskem com o desenvolvimento do setor petroquímico e dos plásticos no Brasil e na América do Sul por meio do fortalecimento da cadeia vinílica e a decisão de seguir investindo para sustentar o crescimento de seus clientes. Além disso, estabelece uma base industrial na Argentina, mercado no qual a Braskem já tem uma presença comercial há mais de 20 anos.
O valor do negócio é de US$ 290 milhões. A consumação do acordo de compra dependerá da prévia apreciação e aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Como consequência da conclusão da operação, a Braskem deverá lançar oferta pública aos acionistas minoritários para a compra das ações da Solvay Indupa na Bolsa de Comercio de Buenos Aires.
A Solvay Indupa é produtora de PVC e soda, detentora de uma unidade industrial no Brasil e outra na Argentina, com posição geográfica privilegiada, próxima aos dois principais mercados consumidores da América do Sul. Criada em 1948, a Solvay Indupa tem capacidade de produção de 540 mil toneladas de PVC e 350 mil toneladas de soda. Uma vez concretizada a aquisição, a Braskem passará a contar com capacidade de produção total de 1,25 milhão de toneladas de PVC e de 890 mil toneladas de soda anuais.
"O mercado de vinílicos é estratégico para nossa empresa. A Braskem investiu recentemente cerca de R$ 1 bilhão em uma fábrica de PVC em Alagoas inaugurada em 2012 visando atender ao forte crescimento da demanda dessa resina, associado à expansão do setor brasileiro de infraestrutura", diz Carlos Fadigas, presidente da Braskem.

A negociação sob a perspectiva do Grupo Solvay
“Esse desinvestimento faz parte do gerenciamento estratégico do portfólio do grupo Solvay. Reduzirá a exposição aos ciclos econômicos, em especial em negócios de capital intensivo e de forte consumo de energia, permitindo ao Grupo alcançar um maior crescimento, retornos mais elevados e menor intensidade de capital", diz Jacques Van Rijckevorsel, membro do comitê executivo do Grupo Solvay.
“Como parte da Braskem, a Indupa terá maior acesso a matérias-primas e energia, o que irá reforçar a sua posição em um mercado competitivo e em crescimento. A Indupa também poderá desenvolver suas atividades de forma sustentável na América Latina, beneficiando os seus clientes e empregados”, acrescentou Rijckevorsel.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Setor de transformados plástico deve fechar 2013 com crescimento de 1,6%. Em 2014, a projeção de alta é de 1,8%


A produção física do setor de transformados plásticos deve fechar 2013 com crescimento de 1,6%, passando de 6,66 milhões de toneladas em 2012 para 6,76 milhões. Os resultados preliminares do ano foram apresentados nesta segunda-feira (2) pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), José Ricardo Roriz Coelho.

O segmento de laminados foi o que apresentou maior expansão, com 8,3%. Em seguida aparece o de artefatos diversos, com alta de 1,2%, e o de embalagens, que registrou queda de 0,3%. “Os laminados foram puxados especialmente pelo setor automotivo, cuja expansão foi considerável este ano devido à política de crédito e incentivos fiscais. Por outro lado, a importação de alimentos embalados aumentou bastante, prejudicando a participação da nossa indústria nesse segmento”, afirma Roriz.

De acordo com a análise trimestral, o segundo período (abril/maio e junho) foi o mais favorável ao setor, com a produção de 1.745 milhão de toneladas.

Em valores, a produção cresceu 8,6% na comparação 2012-2013, saindo de R$ 56,46 bilhões para R$ 61,33 bilhões. O consumo aparente registrou aumento de 9,1%, de R$ 60,8 bilhões foi para R$ 66,3 bilhões.

Em relação ao comércio internacional, o setor exportou 7% mais, quando comparado com o ano anterior, com 255 milhões de toneladas, e importou 6% acima do registrado em 2012, ou um total de 731 milhões de toneladas. Desse modo, o saldo da balança comercial de transformados plásticos permaneceu deficitário, ultrapassando os R$ 5 bilhões - um índice 14,7% maior que em 2012. O coefiente de importação foi de 12% e o de exportação, 5%.

Os investimentos tiveram crescimento de 4,8% na comparação com o ano anterior, totalizando R$ 1,97 bilhões. Já o nível de emprego no setor de transformados plásticos registrou alta de 2,2% ou o total de 7.600 postos de trabalho gerados.

Roriz destacou as ações e iniciativas empreendidas pela Abiplast ao longo de 2013, como a internacionalização da FEIPLASTIC 2013, principal feira do setor; a ampliação das linhas de financiamento e a realização do 3º Seminário “Competitividade: O Futuro Perfil da Transformação Brasileira de Plástico”. Destaca-se nesse âmbito a agenda de competitividade apresentada ao governo federal e a atuação decisiva da entidade na definição da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Ao abordar as perspectivas para o setor de transformados plásticos para 2014, Roriz anunciou a projeção de crescimento de 1,8% na produção física, um aumento nominal de 8% e real de 2% na produção em valores, o crescimento de 9% no consumo aparente de transformados plásticos e de 2% no nível de emprego.